Na verdade vagas

Os coquetéis são gratuitos quando você está jogando em cassinos de Vegas, e é bastante tentador tirar proveito do álcool de graça. Na verdade, o cassino espera que você aproveite bem essa oferta para prejudicar o seu discernimento. Mantenha-se sóbrio limitando o seu consumo à água e refrigerantes. Possíveis carreiras na Mozal. Apesar de trabalho na Mozal remeter à maquinaria pesada, na verdade existem diversas opções de carreira na empresa. Assim como as demais empresas, existem vários departamentos que precisam de recursos humanos diferenciados para que a máquina da instituição funcione correctamente. A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação disponibiliza nesta terça-feira (08/09) um total de 373 vagas para o mercado de trabalho. Até quem não tem experiência pode se inscrever, em busca de uma colocação. Quem estiver no perfil da vaga deve enviar email para [email protected] Para as vagas […] Você sonha em começar uma carreira numa empresa que se preocupa de verdade com a sua experiência e trata você como gente grande. Quer aprender e tem muita humildade para isso, mas também deixar a sua marca. Você já superou muitos desafios na sua vida e sabe que com garra vai crescer e viver experiencias únicas. VAGAS.com 3,991,684 followers on LinkedIn #SeguimosEmFrente A VAGAS é líder no segmento de tecnologia para e-recruitment no Brasil. Sua solução VAGAS e-partner é utilizada por ... Foi publicado na passada sexta-feira, dia 4 de setembro, em Diário da República a abertura de um concurso para contratação de pessoal médico, sendo que ao Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) foram atribuídas vagas para contratar 18 médicos de diferentes especialidades. Veja as vagas de emprego falsas na internet em 2020. As oportunidades se espalham por sites de emprego, redes sociais e até WhatsApp. Mas nem sempre essas vagas existem. E muitas vezes são usadas como chamariz para que os candidatos forneçam seus dados, paguem mensalidade pelo serviço de oferta de vagas ou para que caiam […]

Karma existe e ele é incrível

2020.09.17 01:31 StarryShiningKnight Karma existe e ele é incrível

Hoje eu tive uma notícia que me fez sentir como se eu tivesse vencido a quarentena kkkkk
Eu passei 4 anos da minha vida trabalhando em o que se chama de "vaga arrombada" - recebia 1 salário mínimo pra fazer o trabalho de todo mundo no escritório e ainda hora extra.
Nesse emprego, eu tinha uma chefe - vamos chamar ela de Gueixa - e ela era uma verdadeira de uma v*ca. Atrapalhava o serviço, inventava coisa pra fazer às 18:45, estragava o serviço das pessoas, falava mal de todo mundo etc. Ainda, ela era adepta da filosofia da "família tradicional católica brasileira" - isso é importante.
No final do ano passado, essa mulher acabou com a minha vida, até tive gastrite por causa dessa infeliz, vivia metendo o pau em mim pra supervisora geral, inventava intriguinha e enchia o saco. Bem, por conta da Gueixa, acabei sendo demitido do escritório pouco antes da pandemia.
O motivo?
Bom, ela era a chefe responsável por lidar com os processos referentes à prefeitura, e ela, de alguma forma, sempre fazia tudo dar certo e sempre sabia exatamente o que ia acontecer.
Por um tempo eu até cheguei a acreditar que ela era muito boa no que ela fazia, mas, com o tempo, passei a perceber que ela era uma anta - não tinha ideia de como um processo funciona e tinha dúvidas e dificuldades de um aluno de primeiro ano de direito, não de uma profissional com uma década de carreira.
Por conta disso, começou a rolar uma piada pelo escritório, nada sério, piadinha de adolescente mesmo. A piada? "Essa mulher só pode estar transando com o procurador da prefeitura, não é possível".
E o que isso tem a ver com a demissão? Ela descobriu que rolava esse tipo de piada dela pelo escritório e - para variar - colocou toda a culpa em mim. Eu tinha começado, eu estava fazendo bullying, eu era um machista, eu perseguia ela desde o dia em que comecei no escritório, e por aí vai.
Enfim, fui demitido.
Agora, quase 7 meses depois, fui na academia e um dos instrutores me pergunta brincando "que história é essa aí da gueixa do seu escritório". Eu, que não sabia do que se tratava, claro que perguntei do que ele estava falando.
E, aparentemente, a sra. Gueixa, muito da casada, foi flagrada em horário de serviço transando - e muito - com um Procurador da Prefeitura de um dos processos dela, dentro de uma das salas da sede da OAB da minha cidade!
Ela não ficou putassa com a existência da piada, ela ficou putassa com a VERDADE da piada!
Eu fico triste pelo marido dela, que nunca mais vai passar em uma porta com facilidade, mas eu não parei de rir até agora!
E acho extremamente justo que ela, a responsável pelo meu estresse e ansiedade por tantos anos, se torne a responsável pelo meu bom humor pelo futuro próximo!
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2020.09.16 14:56 gabr66 Quer trabalhar?! Só com indicação

Como todo jovem universitário, precisamos de um estágio para começar com os contatos e aprender sobre o mercado de trabalho, pois bem, aqui estou atrás de um estágio, inglês fluente, técnico em administração, com breve passagem por uma profissão que não é na área, tudo certo e a mulher praticamente já disse que eu estava "empregado", até que o sobrinho do sujeito que já trabalha lá dentro aparece, e sem mais nem menos, pega a minha vaga, vejam bem, eu não sou melhor que ninguém, na verdade estou tão pra baixo que me sinto um lixo completo, e é assim que me olho no espelho todos os dia, mas mesmo assim é uma sacanagem tremenda nos 45 do segundo tempo, eu praticamente com o pé dentro do estágio, surgir o parente de alguém e pega a vaga assim, simplesmente ridículo. Sinceramente, vou começar a vender Pack na intenet (embora eu seja homem), não tem nenhuma salvação pra uma pessoa honesta nesse país, me sinto um completo lixo vendo minha namorada trabalhar todos os dias e eu aqui desempregado, me sinto que falho no papel que deveria cumprir, todo dia isso passa pela minha cabeça e a vontade de estourar os miolos surge, estou completamente pra baixo com vontade de largar essa merda de Direito e simplesmente ir pra fora do país. Caralho vai tomar no c#.
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2020.09.09 05:18 luucas1667 Por quanto tempo a vida vai espancar?

Começo esse desabafo com a reflexão da frase do Rocky. Quando a gente ganha nesse lance de aguentar apanhar? Eu fiz tudo que podia em relação ao meu trabalho. Durante a quarentena eu estudei métodos, fiz planos de ação para poupar dinheiro e diminuir consumos de materiais poupando coisa de 20 mil reais. Trabalhei mais por ter sido afastado por covid logo no começo do pandemia e tive que segurar as pontas quando todo mundo ficou afastado pela doença. E eis que a oportunidade surgiu para mim, fui para um setor da área que tenho habilitação para. Diploma já tá na mão e o registo no concelho, estou a quase 1 mês exercendo parte da atividade para o cargo que queria... e aí meus caros, a vida ela vem disfarçada de camaradagem. Fui convidado para o meu antigo setor para assinar um advertência de um suposto erro do mês passado que coincidentemente foi aberta uma espécie de sindicância na data que fui para lá, não seria de muita importância se essa advertência não me impedisse de participar de processos seletivos durante 6 meses. Eu já estava com um em andamento para a vaga que já estava aprendendo... A entrevista chegou, participei e claro que não fui aprovado, estou obrigado a estar ali por no mínimo 6 meses. Ainda exerço a atividade com meu cargo antigo e queria desabafar pq de verdade.. eu ainda aguento ficar de pé apanhando, mas por quanto tempo? Sério. Eu preciso passar por isso e aceitar já que eu sou refém das circunstâncias. 😔 obrigado pra quem se dedicou a ler
Edit. só umas palavras que escrevi errado.
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2020.09.02 21:34 Any-Ad-6668 Será que vale a pena se arriscar?

Vivo uma situação um pouco incomum.
Apesar de trabalhar na minha área desde meus 18 anos, Design, comecei a minha graduação apenas recentemente — estou atualmente nos 20 e poucos — e isso faz com que, teoricamente, além de já ter alguma experiência no mercado, também posso conseguir uma vaga de Estágio. Nos últimos meses eu comecei a pensar nisso e acho que pode ser uma boa tentar usar essa possibilidade para conseguir a chancela e experiência que uma grande empresa da minha área pode dar para meu currículo.
O grande problema é que moro no interior e estágio bom assim só na capital ou em São Paulo. Ao mesmo tempo, eu faço faculdade EAD então eu não teria nenhuma grande amarra aqui na minha cidade. Será que seria doideira meter o pé pra São Paulo por um estágio maneiro caso de fato consiga uma vaga? Vejo muita empresa foda pagando, pelo menos, 1500 reais + benefícios. Sendo eu uma pessoa bastante comedida com gastos em geral, será que dá pra sobreviver com essa grana em SP se for morar em uma república/casa compartilhada?
Honestamente, acho que é inevitável ter que sair da minha cidade em algum momento se quiser ter o mínimo de sucesso na carreira. Pra falar a verdade, até que gosto da ideia de morar em SP pela sua oferta cultural. Aqui é tudo muito amador e, as vezes, mesmo vaga efetiva consegue ter salário mais baixo que alguns estágios que vejo na internet.
Bom, é isso. Obg
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2020.08.29 20:53 NMosquito Médicos pela verdade: Chegou a Portugal o movimento de médicos negacionistas da COVID-19

Foi hoje lançado em Portugal, numa conferência de imprensa num hotel em Lisboa, o movimento "Médicos pela verdade", o ramo português da associação negacionista espanhola "Médicos por la verdad". Foram inclusive apadrinhados por uma das principais figuras da congénere espanhola, Natalia Prego Cancelo (mais sobre ela aqui: https://www.elespanol.com/reportajes/20200824/heiko-angel-negacionistas-covid-expanden-victimas-atentado/515198958_0.html), que partilhou um vídeo da conferência que marcou o lançamento do movimento no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=TqBYXDcLGVI
A malta que esteve na tal conferência (sem máscara) depois foi-se manifestar contra as máscaras e medidas de contenção da COVID-19 no Rossio (no Porto parece que houve protesto semelhante).
O movimento espanhol já existe há algum tempo, e as organizações de fact-checking de Espanha já vieram desmentir muitas das afirmações que têm propagado (https://maldita.es/malditaciencia/2020/08/29/video-asamblea-grupo-medicos-por-la-verdad-afirmaciones-falsas-mascarillas-confinamiento-gripe-tratamiento-covid19/).
Os médicos integrantes do movimento espanhol já estão ser alvo de inquérito por parte do equivalente à Ordem dos Médicos de lá (https://www.elmundo.es/ciencia-y-salud/salud/2020/08/28/5f48f38ffdddffa43e8b4611.html).
Numa altura em que há indícios que podemos estar perante uma segunda vaga, esta legitimização e organização estruturada do movimento negacionista em Portugal pode ser preocupante.
Esperemos que a Ordem dos Médicos esteja atenta.
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2020.08.29 04:41 futebolstats Confederação convoca seleção sub-15 de skate, uma iniciativa inédita

O skate é um esporte no qual crianças, adolescentes e adultos dividem as mesmas pistas e competem lado a lado. Não à toa, a seleção brasileira reúne de Letícia Bufoni (27 anos) e Pedro Barros (25) a Isadora Pacheco (15) e Rayssa Leal (12). Até por isso, a convocação de uma seleção sub-15 da modalidade chama atenção. Segundo a Confederação Brasileira de Skate (CBSk), o projeto é inédito no mundo.
“Na verdade, não existe a categoria internacionalmente. Criamos o critério do sub-15, muito mais por entender que é quem podemos ajudar mais nesse momento de crescimento e evolução do skate. Acho que saímos na frente, sem dúvidas”, diz o presidente da entidade, Eduardo Musa.
Em julho, o dirigente comentou sobre a tendência de se categorizar as competições de skate após a estreia olímpica da modalidade, nos Jogos de Tóquio (Japão), em 2021: “Acho que isso vai acontecer, mas é muito mais pelas gerações que vêm com essa cabeça [de ser skatista de competição], e é natural que aconteça, porque o skate está ganhando um ambiente competitivo. A grande maioria dos que você vê na seleção, talvez 100%, não começaram no skate para competir, mas por diversão”.

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A CBSk anuncia a relação de convocados para a formação da primeira Seleção Brasileira de Skate Sub-15 da história! No total, o selecionado inédito no mundo do skate oferece 16 vagas – 8 por modalidade (Park/Street), sendo 4 por categoria (Feminino/Masculino). Entre Park e Street, a Seleção Sub-15 conta com nomes das 5 regiões do Brasil. Confira os nomes do Street! Feminino • Carla Karolina (Maceió-AL) – 13ª Feminino Open_STU 2019 • Giovana Moreira (Niterói-RJ) – 7ª Feminino 1_Campeonato Brasileiro 2019 • Thais Ávila (Rio de Janeiro-RJ) – 5ª Feminino 2_Campeonato Brasileiro 2019 • Daniela Vitoria (Manaus-AM) – Índice Técnico Masculino • Matheus Teixeira (Passo Fundo-RS) – 1º Iniciante_Campeonato Brasileiro 2019 • Kalani Konig (Florianópolis-SC) – 3º Iniciante_Campeonato Brasileiro 2019 • Guilherme Sato (Ponta Porã-MS) – 7º Iniciante_Campeonato Brasileiro 2019 • Filipe Mota (Pato de Minas-MG) – Índice Técnico Critérios de convocação Respeitado o limite de idade (15 anos até dezembro do ano corrente), as 2 primeiras vagas foram preenchidas pelos melhores do ranking do Circuito Brasileiro Open (Oi STU QS 2019). Nos casos em que os integrantes desse ranking não atenderam o requisito de idade, ou já integram a Seleção principal, a escolha dos nomes passou a seguir como base o ranking brasileiro da categoria Amador / Feminino 1 e, na sequência, Iniciante / Feminino 2. A 3ª vaga teve como base o ranking brasileiro da categoria Amador / Feminino 1. Nos casos em que o critério de idade impediu a escolha por esse ranking, a referência adotada foi o ranking Iniciante / Feminino 2. A 4ª vaga foi preenchida com base em análise de índice técnico realizada pela Comissão Técnica. #CBSk #SomosTodosCBSk #SeleçãoBrasileiradeSkate #SkateBrasileiro #Skateboard
Uma publicação compartilhada por Confederação Brasileira Skate (@cbskskate) em 27 de Ago, 2020 às 2:32 PDT
Segundo a confederação, os convocados para a seleção sub-15 terão suporte médico, fisioterápico e psicológico. “A diferença do trabalho com crianças é que temos que ajustar as intervenções à fase de desenvolvimento delas. Isso envolve a escolha dos objetivos e a linguagem. Além disso, a psicologia do esporte com crianças envolve uma intervenção direta com os pais”, diz a psicóloga da entidade, Juliane Fechio.
“Ter um trabalho [psicológico] de base é muito positivo, pois, ao mesmo tempo em que as crianças poderão evoluir como atletas, poderemos começar desde cedo a desenvolver habilidades importantes para o sucesso esportivo e preservar o prazer pela modalidade. Para uma criança se manter no esporte e chegar a um alto desempenho, ela precisa se divertir”, completa Juliane.
A seleção sub-15 abarca os dois estilos olímpicas do skate: street(praticado em obstáculos de rua, como escadarias ou corrimões) e park(cuja pista tem um formato similar a de uma piscina, com paredes e elementos de rua), com oito vagas por estilo, sendo quatro no masculino e quatro no feminino. A primeira convocação, divulgada na última quinta (27) à noite, tem 15 atletas. O catarinense Kalani Konig, de 11 anos, integra as equipes de street_e _park.

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A CBSk anuncia a relação de convocados para a formação da primeira Seleção Brasileira de Skate Sub-15 da história! No total, o selecionado inédito no mundo do skate oferece 16 vagas – 8 por modalidade (Park/Street), sendo 4 por categoria (Feminino/Masculino). Entre Park e Street, a Seleção Sub-15 conta com nomes das 5 regiões do Brasil. Confira os nomes do Park! Feminino • Erica Leguizamon (Garopaba-SC) – 6ª Feminino Open_STU 2019 • Isabelle Cury (Garopaba-SC) – 12ª Feminino Open_STU 2019 • Raicca Ventura (Santo André-SP) – 1ª Feminino 1_Campeonato Brasileiro 2019 • Marina Brauner (Pelotas-RS) – Índice Técnico Masculino • Pedro Carvalho (Florianópolis-SC) – 5º Masculino Open_STU 2019 • Vicenzo Damasio (Garopaba-SC) – 11º Masculino Open_STU 2019 • Victor Ikeda (São Paulo-SP) – 3º Amador_Campeonato Brasileiro 2019 • Kalani Konig (Florianópolis-SC) – Índice Técnico Critérios de convocação Respeitado o limite de idade (15 anos até dezembro do ano corrente), as 2 primeiras vagas foram preenchidas pelos melhores do ranking do Circuito Brasileiro Open (Oi STU QS 2019). Nos casos em que os integrantes desse ranking não atenderam o requisito de idade, ou já integram a Seleção principal, a escolha dos nomes passou a seguir como base o ranking brasileiro da categoria Amador / Feminino 1 e, na sequência, Iniciante / Feminino 2. A 3ª vaga teve como base o ranking brasileiro da categoria Amador / Feminino 1. Nos casos em que o critério de idade impediu a escolha por esse ranking, a referência adotada foi o ranking Iniciante / Feminino 2. A 4ª vaga foi preenchida com base em análise de índice técnico realizada pela Comissão Técnica. #CBSk #SomosTodosCBSk #SeleçãoBrasileiradeSkate #SkateBrasileiro #Skateboard
Uma publicação compartilhada por Confederação Brasileira Skate (@cbskskate) em 27 de Ago, 2020 às 2:28 PDT
Conforme a CBSk, as duas primeiras vagas de cada vertente são dos melhores colocados nos rankings do circuito nacional, com idade até 15 anos (completados no ano corrente) e que não integrem a seleção principal. A terceira leva em conta os rankings brasileiros amadofeminino 1 e iniciante/feminino 2. Já a quarta e última vaga será decidida por índice técnico.
Os estilos terão consultores técnicos diferentes. No street, o escolhido foi o skatista Fábio Castilho "Fiz bacharelado em Educação Física, então, tenho toda uma bagagem de periodizar o atleta. Já venho trabalhando com aulas para a base, com a criançada. Vai ter que ser um comprometimento de todos, uma soma de forças. Durante esses 28 anos que ando de skate, me senti como se estivesse pisado no skate pela primeira vez", destaca.
Já no park, o consultor será o também skatista Allan Mesquita, que dá nome à pista pública da cidade de Cabo Frio (RJ), onde nasceu. "Faço esse trabalho com a molecada há muito tempo. Então, nada mais é do que pegar toda a nossa bagagem, adquirida nesses anos de muito suor e dificuldade de se manter no skate e passar isso de uma forma suave. Não exigir muito nesse sentido de competição, mas, trabalhar e desenvolver o potencial no máximo que a gente puder de cada um", conclui.
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2020.08.26 09:34 marvinpls desesperado para conseguir um trabalho, e ao mesmo tempo arrependido

sobre o desespero:
eu sei o que vão dizer, que a hora chega pra todo mundo, que é só continuar tentando e não desistir e yada yada, mas é frustrante demais isso tudo.
estou no pior ano da minha vida. tenho 22 anos, estou no 10° de psicologia, tenho uma situação "estável" em casa (financeiramente), e estou há semestres procurando uma forma de trabalhar na minha área. esse ano foi bomba demais, problemas severos no meu relacionamento e família, eu sei que o ano não acabou ainda, mas se ficasse pior de como foi nesses últimos meses, acho que teria me matado já.
estou socando meu currículo em todas as vagas possíveis para estagiário, mas acho que não vai rolar mais visto que estou muito avançado no curso pra continuar procurando estágio, e um contrato empregatício seria um desperdício por um único semestre que já se iniciou.
e como se não fosse bastante, estou sem muitas expectativas para o futuro pós formado. eu tenho uma vida muito conturbada em casa (brigas quase diárias, delegação de problemas emocionais que não são meus, etc... mas pelo menos não estou morrendo de fome, né?), e também já sou meio torto das ideias. tudo o que eu mais quero é acabar a faculdade e começar a trabalhar. na verdade eu queria estar trabalhando há muito muito tempo, há anos, mas nunca consegui, e hoje não sei mais o que fazer.
todos os dias vou dormir super tarde mesmo tendo aula às 7 da manhã. sou esforçado, sempre tive notas boas e fui muito interessado pela minha área, então ter 2 3 horas de sono pra assistir aula não é um problema, eu só quero resolver essa merda de desemprego, quero capitalizar meu conhecimento de alguma forma mas não consigo. eu sei que muitos vão dizer que ficar empregado não mudaria todos os meus problemas, mas eu digo que resolveria pelo menos a maioria esmagadora.
sobre o arrependimento:
o "semancol" veio tarde. eu percebi que deveria estar investindo em apenas uma única coisa desde o primeiro período, ainda mais numa área que mal dá dinheiro no brasil. algumas pessoas tiveram oportunidades incríveis na minha frente, e eu só fui entender o porque dela ter conseguido isso muito tempo depois.
como faço faculdade particular, não tem muitas vagas remuneradas para estudantes, e as que houve não se encaixava no meu perfil por eu ser FIES. e como estou numa particular, eu tenho obrigação de estar ganhando dinheiro o quanto antes pra pagar minha dívida e ter alguma liberdade financeira.
por fim:
tô desesperado, sem cartas na manga. eu sempre quis fazer concurso público, mas sempre me pareceu muito incerto visto que não se sabe quando vai abrir e por onde. ando acompanhando alguns editais, e por conta do COVID não se sabe quando eles vão reabrir.
eu quero começar do zero. quero me sentir menos inútil por ser só um estudante medíocre que não consegue ganhar dinheiro e está atrás de todo mundo que conhece. preciso de um caminho certeiro que eu possa trabalhar duro sem pensar que vou engavetar meu diploma.
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2020.08.17 22:29 Master_of_Peace Todos nós discutimos tópicos relacionados às Ciências Humanas o tempo inteiro. Mas será que vocês sabem o quão difícil é estudar e desenvolver uma perspectiva analítica para abordar as questões que são fervorosamente debatidas nessas áreas?

Eu costumo observar que as pessoas, no geral, parecem ter duas ilusões: a de que sabem tudo sobre as ditas Ciências Humanas, mas nada das Ciências Exatas. A grande confusão que parece ocorrer aqui é a seguinte.
Todas essas áreas do conhecimento possuem as suas partes mais técnicas e repletas de nuances, enquanto que também apresentam aquelas outras mais banais e presentes na vida cotidiana. Você não precisa, por exemplo, saber como se desenvolve um programa de computador, se quiser usá-lo -- basta seguir as instruções; ou construir um carro, se quiser dirigí-lo. E essas coisas, até aqui, parecem ser claras para as pessoas e você, dificilmente, vai encontrar dois indivíduos aleatórios num centro urbano discutindo Matemática ou Física, em nível técnico. Mas vai encontrar vários outros falando sobre o tempo, mexendo com dinheiro; digitando em teclados virtuais, nos smartphones; editando fotos e vídeos, ouvindo músicas; entre muitas outras coisas.
Mas quando se observa as discussões em torno das Ciências Humanas, essas mesmas pessoas parecem ter uma dificuldade bem maior em distinguir essa parte técnica. Se nós estivermos discutindo Ética, por exemplo, e eu te apresentar as consequências psicossociais, anatômicas e fisiológicas que advêm da mutilação genital feminina, isso não é a minha opinião -- é um fato. Foram conduzidos vários estudos que chegaram à conclusão de que isso faz mal para essas pessoas e uma série de acadêmicos apresentaram vários textos analíticos, sob essa perspectiva moral, de que você não tem o direito de violar o corpo de outra pessoa dessa forma só porque você quer.
Outro problema que nós temos, quando discutimos as Ciências Humanas, é o do anacronismo e da superficialidade do conhecimento. Se estudou uma quantidade muito grande de documentos, mas nenhum em específico, você pode vir a ter uma visão rasa da realidade; e, por outro lado, se estudou só um conjunto específico desses documentos e ignorou o resto, pode acabar estendendo ideias e práticas inerentes àquele período analisado, para todos os outros, e desenvolvendo uma visão anacrônica da realidade. A abordagem normativa, ao menos idealmente, que é feita aqui, é a da visão geral combinada com essa específica, que é a da sua área de especialização.
O objetivo de estudar essa quantidade grande de documentos e desenvolver uma visão rasa sobre as coisas, não é atoa -- a superficialidade é preferível no lugar da nulidade. Sabe quando aparecer aquele indivíduo dizendo que os egípcios construíram as pirâmides para produzir eletricidade; os Três Poderes não servem pra nada; imposto é roubo; "o meu político preferido é imparcial"; não houve genocídio de tribos nativas das Américas; a África não teve nenhuma civilização; entre outras muitas falácias? Você pode, naquele momento, até não ser capaz de desmentir essas coisas, mas vai ser de encontrar informações que sirvam para desmantelar esses argumentos e tecer a sua narrativa, levando o sujeito à contradição.
Se você não for, vai ficar estressado sempre que ouvir isso e se sentir frustrado por não conseguir responder e nem pesquisar nada, apropriadamente, a respeito -- e pode até ser obrigado a consentir com essas narrativas, dependendo do caso. É por isso que é importante ter algum estudo nesses campos, mesmo que rasos e ainda que não sejam da sua área. O importante não é que decore o monte de coisas e tenha sempre respostas prontas, mas sim que aprenda a pesquisá-las e, eventualmente, desenvolva as suas respostas. O nome disso? Consciência crítica. O que vai, no fim das contas, também te ajudar a distinguir o indivíduo que quer ter uma discussão séria daquele que só quer te zoar. É importante que você ignore os trolls, mas que mantenha a sua cabeça aberta para aquilo que os teus opositores sérios estão te dizendo; é importante que saiba tratar as pessoas com respeito, porque muitas vezes não é só sobre estar certo.
Algumas perguntas que para muitos de vocês podem parecer bobas, como "O que caracteriza o capitalismo e o distingue do socialismo?", cabem centenas de respostas possíveis; algumas que levariam livros inteiros para serem concluídas. Algumas outras, por exemplo "O que são a Esquerda e a Direita, na Política? E na Economia?", são ainda mais vagas e multidisciplinares. Já cheguei, inclusive, a ver muita gente dizendo que nos Estados Unidos não existe uma esquerda porque ela é diferente da brasileira -- argumento, aliás, muito problemático porque não leva em consideração o fato de se tratarem de dois países muito diferentes e que, por consequência, possuem agendas políticas distintas.
Ainda que eu saiba que muita gente não discute essas coisas num nível acadêmico, é irritante ver tantas pessoas tratando as Ciências Humanas como se fossem só achismo, assumindo que você pode interpretar as obras de um autor do jeito que você quiser; ficar totalizando conceitos vagos, tratando-os como sistemas definidos; dizer que Ciências Humanas não são ciências de verdade porque o método utilizado é diferente daquele de outras ciências; tratar causalidade e correlação de fenômenos político-econômicos como sendo coisas equivalentes; ficar fazendo generalizações sobre o caráter de um grupo de pessoas, para julgá-las incapazes de se posicionarem politicamente, apenas pra você evitar ter que discutir as ideias delas, justamente por não ser capaz de fazer isso; veicular estudos de Ciências Sociais, que você não leu, e tratar qualquer tipo de questionamento como uma tentativa de "negar a ciência", ainda que muitos desses estudos não permitam generalizações; tratar perspectivas de análise social, como a Teoria do Conflito ou o Funcionalismo Estrutural, como fatos que descrevem, precisamente, o funcionamento das sociedades; restringir o referente de um símbolo linguístico para tentar se eximir de críticas (ser contra o Aliança Pelo Brasil não quer dizer que eu sou contra o Brasil, ser contra o Partido Socialismo e Liberdade não quer dizer que eu seja contra a liberdade ou o socialismo); e muitas outras malditas coisas. O mais chato de tudo não são nem as pessoas que não sabem que estão fazendo isso, mas sim as que fazem com convicção, por pura provocação.
É isso, galera. Não vou mais ficar editando coisas na Wikipédia pra ver filhos da puta acabarem com tudo porque o ego deles é grande demais. Vou largar isso de vez.
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2020.08.17 07:13 Mafio2 The Way to Light Capítulo 1: O Inicio

Prisão Red Death,Canadá, 2008


No começo de 2007 um homem sem motivação para viver, se envolveu na vida do crime, então, descobriu que tinha poderes, enquanto assaltava uma loja, ele acabou descobrindo que controlava energia elétrica, ao encostar no caixa e o eletrocutar, no começo, ele não entendeu e apenas fugiu do lugar, porém, testemunhas o descreveram a polícia que esteve na loja alguns minutos depois, então, a polícia foi atrás do tal homem.
Ao encontrarem esse homem, ele começou a atirar rajadas de energia elétrica com suas mãos e a matar alguns dos policiais, até que um policial atirou no estômago desse homem e o desmaiou, então, ele foi enviado para um laboratório militar, onde foi estudado por dias, porém, não encontraram nada de diferente no DNA desse homem, então, temendo a existencia de mais pessoas como esse homem, o governo ordenou que o exército militar começasse uma operação para encontrar outros seres com “habilidades especiais”.
No meio de 2007 foi anunciada a prisão Red Death, uma base militar para capturar pessoas com essas habilidades.
Então, no começo de 2008 já tinham sido capturados 1300 pessoas com essas habilidades ao redor do mundo, os que ainda estavam soltos se escondiam no meio da sociedade sem usar seus poderes.
Na prisão eles podem usar seus poderes, porém, aqueles que tentam fugir geralmente não são mais vistos, nunca sequer ouvem falar sobre eles.
Dentro dessa prisão, há uma divisão, aqueles que cometeram crimes com seus poderes e aqueles que só estão ali por terem poderes, os que de fato são criminosos, ficam em um lugar que de fato se parece com uma prisão de segurança máxima,porém, são torturados, já os outros, em um lugar comum, porém, separado da sociedade e eles não podem sair ou serem visitados.

Cidade de Winnipeg,Canadá

Em uma pequena casa na cidade de Winnipeg, mora um jovem de 16 anos chamado Jim New Moon, o filho mais novo dessa geração da familia Moon, foi combinado também, por seus pais e tios que não teriam outros filhos até que essa geração se torna-se adulta, Jim possui um irmão mais velho chamado Jack Moon de 22 anos,também possui um primo e uma prima, Jason Moon de 19 anos e Marianne Moon de 18, ambos cresceram juntos e sempre foram bem próximos, um conhecia o outro como a palma da mão e sempre se encontravam na casa de um deles para conversarem sobre a situação, então, naquela semana decidiram se encontrar na casa de Marianne para conversarem.

- Estão todos bem? - Perguntou Jim com uma voz calma enquanto se sentava em uma cadeira
- Sim, ou melhor, eu estou pelo menos...O Jack não veio? - Disse Marianne com uma voz levemente preocupada.
- Não, ele disse que tinha que resolver algumas coisas na casa dele e provavelmente não daria tempo de vir. - Respondeu Jim num tom de voz levemente irritado com a decisão de seu irmão, afinal, eles quatro sempre se reuniam para planejar sobre como sobreviveriam e se esconderiam a essa caça por pessoas com poderes.
- Relaxa, talvez ele esteja ocupado demais - Disse uma voz saindo da cozinha, então, a pessoa que disse vem para a sala e é Jason, ele se senta no sofá e olha para seus primos.
- É...Talvez ele venha na próxima...- Disse Marianne um pouco triste.
- Então, acham que só deixar de usar nossos poderes vai ajudar a nos esconder? Talvez até funcione por um tempo, porém, com certeza eles irão começar a procurar um jeito de identificar quem tem poderes e quem não tem - Disse Jim olhando para Marianne e Jason com uma voz levemente fria.

Nesse momento, todos ficaram calados por um tempo, ir para um pais distante não é uma opção, afinal, em todos os lugares pessoas com essas habilidades especiais estão sendo procurados, talvez se afastar da sociedade seria uma boa, porém, com o tempo levantaria suspeitas.

Eles ficaram algumas horas tentando decidir o que fariam, porém, no fim das contas, não conseguiram pensar em nenhum plano bom, então, por hora, decidiram evitar sair de casa.

Após a reunião, Jim estava voltando para sua casa e parou para pensar, se eles se evitassem sair de casa isso só levantaria mais suspeitas, então, ele se virou para ir correndo falar para seus primos,quando percebeu algo que fez seu sangue gelar...um homm estava olhando para ele, um homem alto, com um sobretudo preto e um chapéu, sua pele parecia cinza, como alguém que já havia morrido, e ele estava olhando nos olhos de Jim.

- Interessante, você é um deles, você também tem poderes - Disse o homem com sobretudo preto.

- Quem é você!? Do que está falando!? - Perguntou Jim, assustado e dando alguns passos para trás.

-Não finja que não sabe do que estou falando, eu escutei a conversa inteira. - Respondeu o homem, com uma voz estranhamente calma.

-Como?...Como você conseguiu ouvir sem que nós sequer notarmos sua presença.- disse Jim, preocupado e ainda dando alguns passos para trás.

-Keys to the Kingdom... - Disse o homem sem se importar em responder as perguntas de Jim.

De repente Jim começou a ficar tonto e quando percebeu, ele já estava em outro lugar, uma espécie de quarto, bem espaçoso e vazio, o homem ainda estava lá, então, Jim olhou para o homem e disse:

-Onde estamos? Quem é você?... - Jim estava tentando manter sua calma, mesmo que por dentro estivesse preocupado e imaginando o que iria acontecer nos próximos minuitos.

-Eu não tenho nome, sou apenas algo que vaga pela sociedade a procura de pessoas com poderes, não estou do lado do governo, porém, não quero que as pessoas como eu sejam livres. - Para surpresa de Jim, aquele homem respondeu uma de suas perguntas.

-Que lugar é esse?... - Disse Jim olhando em volta.

-Uma espécie de dimensão alternativa que eu criei, esse é um dos meus poderes - Respondeu o homem sem tirar os olhos de Jim.

-Por que me trouxe aqui? - Disse Jim voltando os olhos para o homem.

-Lutaremos aqui, lutaremos até a morte - Disse o homem com uma voz fria e sem expressão alguma em seu rosto.

-Mas eu não quero lutar... - Disse Jim com uma voz bem mais calma do que antes.

-Quem disse que você tem escolha? - Respondeu o homem correndo na direção de Jim.

Jim então se assustou com a velocidade daquele homem, o homem deu um soco certeiro no rosto de Jim o jogando na parede daquele quarto, então, antes que Jim pudesse se levantar ou sequer pensar no que estava acontecendo, o homem já apareceu em sua frente tentando dar um chute em seu rosto, mas, Jim foi mais veloz dessa vez e segurou o pé do homem, em seguida, o empurrou para trás e se levantou rapidamente.

-MAS QUE PORRA É ESSA!? - Gitou Jim com raiva.

-Vivo a mais de 100 anos vagando pela terra a procura de alguém para me matar, porém, eu fiz uma promessa a mim mesmo, eu não me matarei e nem deixarei alguém me matar facilmente, quero morrer em um duelo até a morte - Disse o homem começando a abrir um sorriso em seu rosto.

-MAS QUE NÃO QUERO TE MATAR! - Respondeu Jim furioso, porém, mesmo falando isso, ele sabia que não teria outra escolha a não ser lutar com esse homem.

-Aqui será matar ou morrer - Disse o homem correndo novamente na direção de Jim.

O homem tentou dar um soco em Jim, porém, dessa vez Jim se esquivou para o lado e o homem acabou dando um soco na parede, começando a fazer a mesma se rachar, em seguida, Jim deu um chute em suas costas, fazendo o homem grunir um pouco. Rapidamente, o homem se virou dando um soco no rosto de Jim e o jogando no chão, fazendo Jim cospir sangue, então, Jim deu um chute na parte de frente da perna do mesmo, fazendo ele cair, então, Jim se levantou rapidamente e olhou para o homem dizendo:

- É tudo o que você tem? -Jim limpou o canto de sua boca, que estava com sangue.

- Estava só te testando, ainda não mostrei meus poderes, nem você - Disse o homem se levantando e dando um leve sorriso.

O homem levantou sua mão direita e então, várias laminas sairam de baixo de onde Jim estava, perfurando seu pé e entrando em sua perna.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAARGH! - Jim gritou de dor, mas também, de surpresa, afinal, aquela habilidade ele ainda não conhecia.

- Imagino que já tenha ouvido a expressão "Meu mundo minhas regras", nesse mundo, essa regra existe literalmente - O homem sorriu.

- Easy Mode - Jim falou baixo, com uma voz calma, então, vários clones sairam de trás do mesmo e começaram a tira-lo dos espinhos, depois, todos eles começaram a atacar o homem de preto, o mesmo até que defendia de boa parte dos ataques, porém, alguns o atingiam e o mesmo foi começando a fica animado com a batalha

- Jervis Floyd - Disse o homem, sorrindo, mas sem parar de se defender dos ataques.

- Hm? O que? - Perguntou Jim ainda atacando o homem com seus clones.

- Jervis Floyd, esse é meu nome verdadeiro, eu só revelo ele durante as batalhas, para me certificar que o inimigo saiba pelo menos quem o matou - Jervis deu um sorriso largo e em seguida disse:

-Keys to the Kingdom: Brick in The Wall! - Ele falou empolgado, então, várias lâminas começaram a sair do chão e parede, acertando os clones de Jim, o próprio Jim e também o Homem que agora se apresentava como Jervis Floyd, as laminas fizeram os clones sumirem e sobrarem apenas Jim e Jervis.

- C..Como?...- Perguntou Jim cospindo mais sangue.

- Esse é apenas o começo... - As laminas começaram a se abaixar e os dois começaram a se encarar seriamente.

- Me...Medium Mode... -Disse Jim meio fraco, então, uma aura verde começou a aparecer em volta de seu corpo, Jervis olhou interessado e se preparando para o que esta por vir.

Então, em uma velocidade absurda, Jim correu na direção de Jervis e deu um pulo bem alto, lá de cima ele começou a girar e deu um chute que atingiu o lado esquerdo do rosto de Jervis e o mandou na parede, antes que Jervis pudesse reagir, Jim já estava em sua frente dando vários chutes no mesmo, então, Jim parou por um tempo e Jervis caiu no chão sangrando muito.

- Isso...Isso é...Incrível!! FINALMENTE! ALGUÉM QUE TALVEZ POSSA ME DERROTAR, ALGUÉM DIGNO DE VER MEU PODER TOTAL! - Jervis começou a gritar empolgado no chão, então, tudo em volta de Jim começou a ficar escuro, Jim tentou chutar o lugar onde Jervis estava, porém, ele já não estava mais lá.

-O que!? Onde está você!? APAREÇA! - Jim estava olhando em volta tentando enxergar algo, porém, nada.

-Keys to the Kingdom: The Bird and the Worm - Disse a voz de Jervis do escuro, então, de repente tudo ficou claro, como uma explosão de luz, no começo Jim não conseguia enxergar nada, porém, depois ele conseguiu ver... Jervis estava em sua frente voando, ele possuia asas de um anjo, estava sem camisa, apenas com uma calça preta, seu cabelo agora era revelado, um cabelo ruivo, que ia até seus ombros.

-O que...O que é isso?... - Jim estava olhando para Jervis com uma cara extremamente espantada.

-Essa é minha forma real, agora, nossa batalha irá começar de verdade - Disse Jervis empolgado para a batalha definitiva.

Então, Jervis começou a voar na direção de Jim rapidamente, e deu um soco em seu rosto, Jim cospiu sangue e em seguida deu um chute nas costelas de Jervis, fazendo ele também cospir sangue, então, ambos começaram a trocar socos e chutes em uma velocidade incrível, nem pareciam serem humanos, porém, para a surpresa de Jim, Jervis começou a abrir a boca e de lá saiu uma lamina que atingiu o olho direito de Jim, fazendo o mesmo parar de atacar. Em seguida Jervis deum um chute na barriga de Jim, o jogando no chão.

-Nossa batalha está chegando ao fim, Jim New Moon - Disse Jervis com uma voz calma.

-De fato...Jervis Floyd...Hard...Mode - Ao ouvir isso, Jervis ficou surpreso, pois achou que Jim já estava em seu limite, então, a aura verde de Jim sumiu e começou uma aura vermelha em volta do mesmo, então, Jim se levantou.

-Isso está ficando interessante, porém, com esse meu ataque...VOCÊ MORRERÁ! - Jervis começou a voar novamente na direção de Jim, então Jim apenas olhou para ele e disse:

-Goodbye...Jervis... - Então, num piscar de olhos Jim estava atrás de Jervis, pisando em suas costas e fazendo ele cair no chão.

-O QUEEEE?! - Jervis estava extremamente surpreso com aquilo e pela primeira vez na sua vida, sentiu medo.

-MORRAAAAAAAAAA - Jim deu um soco nas costas de Jervis, a aura em sua mão era extremamente quente e Jim conseguiu atravessar o corpo de Jervis com esse soco.

Jim saiu de cima de Jervis, então Jervis olhou para Jim fraco e disse:

-Você...Você pode não ser o homem mais forte do mundo...Mas é o único homem que tem meu respeito... - Após dizer isso, os olhos de Jervis começaram a perder a cor, então, Jervis Floyd estava morto...

A aura de Jim foi desativada e o mundo de Jervis deixou de existir, levando Jim de volta ao mundo real, Jim colocou a mão em seu olho direito e começou a andar tristemente na direção da casa de sua prima...Agora ele tinha certeza que o inferno iria começar.


Continua....
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2020.08.10 23:39 nao_sou_uma_ia Mestrado, doutorado, entrelaces e cinismo - uma não tão breve opinião minha

Boa noite, colegas.
Na noite passada uma pessoa postou um desabafo acerca das incertezas e insatisfação acerca do mestrado ou da pós-graduação acadêmica no geral, não tenho o costume de acompanhar muito o desabafos, no entanto essa postagem chamou o meu interesse e fiquei ontem e hoje acompanhando os comentários. Senti vontade de comentar sobre isso.
Sou engenheiro químico, entrei na graduação em 2015 e em 2017 tive a ideia de iniciar uma empresa de tecnologia que, devido as cobranças do curso, eu só pude fazer uns trabalhos de quebra-galho. Atualmente eu venho estruturando e levando ainda mais a sério meu empreendimento.
Quando estava finalizando essa jornada, há pouco tempo atrás, eu entrei em um quadro de ansiedade bem severo, pois não sabia o que fazer, candidatei-me a uma vaga numa seleção de mestrado a qual meu orientador era um dos principais pesquisadores.
Agora falo um pouco do meu IC. Desde minha entrada ao curso até minha graduação, eu fazia IC, meus trabalhos eram mais na área computacional o que me permitia terminar meus projetos com certa rapidez e também transitar entre diferentes grupos de pesquisas - fossem de humanas, biológicas, saúde e entre outros - uma vez que meu orientador tinha o pé dele em muitas coisas, eu era emprestado. Isso também me oportunizou a ser "cobra criada" do programa, e ajudar regularmente em atividades administrativas lá dentro.
Nesse ano, passei no mestrado, junto a uma oferta de emprego. Já que a oferta era meio ruim, eu decidi seguir com minha empresa junto ao mestrado.
Hoje, eu certamente não recomendo que pessoas adentrem o mestrado, sejam elas atrás de dinheiro fácil ou por pura vocação. Muito se fala sobre a conjuntura social e política do país frente à ciência, mas devo dizer que tanto os alunos quanto os professores perpetuam e aceitam práticas questionáveis. O óbvio aqui são as máfias de publicação dentro das universidades ou mesmo a reciclagem cansada de projetos de pesquisa.
Os alunos de mestrado e doutorado são tratados muitas vezes como máquinas de artigo e até como secretários pessoais dos orientadores. Algo que prova essa postura é a insistência dos programas em que a complementação de renda por parte dos bolsistas é uma atitude passível de cancelamento e devolução da bolsa, quando o próprio estatuto da CAPES e CNPq permite até mesmo que o bolsista seja celetista, no caso da carteira ser assinada após a concessão das bolsas. E por algum motivo, pesquisas voltadas a aplicações práticas e tecnológicas são desencorajadas por parte dos orientadores a menos, é claro, que isso lhes renda uma patente.
É claro, também, a bolsa não ajuda muito. Em verdade a pós-graduação acadêmica é uma bela tirada financeira por parte do governo. Pague pouco mais de um salário mínimo para ter uma mão de obra especializada que vai lhe gerar conhecimento. As oportunidades de melhoria são ínfimas, nessa situação, quando ela não te atrapalha, sendo que mestres e doutores são menos valorizados no mercado de trabalho, salvas exceções.
Por mais cínico que esse último momento possa parecer, em meio a essa pandemia, as pessoas mais informadas passaram a valorizar mais a ciência do nosso país ao ponto de romantizá-la. Para as pessoas que estão passando por esse momento de graduação ou que pretendem entrar na universidade, digo-lhes, não planejem uma carreira que dependa da pós-graduação stricto sensu em um futuro próximo. Mas planejem sim, uma carreira que possa apoiar suas vontades e necessidades de vida. Considero-me privilegiado em ter uma empresa a qual possa tratar como fonte de renda principal, entretanto, vejo colegas meus não conseguindo se manter sozinhos, tendo que pedir dinheiro aos pais para sair ou comprar roupas, isso abate uma pessoa que já possui um diploma debaixo dos braços de uma forma que não se pode mensurar.
Gostaria muito de ouvir a opinião de vocês.
P.S. - Não sou bolsista.
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2020.08.10 22:31 doitagain2times Não me adaptei a empresa e estou com medo de sair.

Gente eu sei que já postei várias vezes isso, mas provavelmente vai ser a última vez que posto. Se puderem dar alguma dica agradeço de coração. Desde o primeiro dia, eu não consegui me integrar com o pessoal da empresa, e em parte foi minha culpa, acho que fui meio chatinho assim como a mina entrou comigo. Ela foi despedida. Bom chegou a quarentena decidi ficar, pq era bem tranquilo trabalhar de home, apesar dos comentários maldosos que faziam uma hora ou outra. Até ai tudo bem, até que voltou da quarentena e ai que o negócio pegou. Meus colegas meio que me isolam, vão lanchar juntos e não me convidam, chamei algumas vezes, a fucking estagiária de outra área não dá nem bom dia só pq faz parte da panela. Não venho recebendo novas tarefas, apenas a que eu fazia antigamente, enquanto meu colega tá recebendo as tarefas mais legais. De verdade, acho que devo sair. Mas acho que não tá abrindo tanta vaga e meu currículo tá uma merda, só com 6 meses de experiência no mercado financeiro, dps fui trabalhar com meus pais. Não vou mentir, ficar me levou a aprender a interagir melhor com as pessoas. Ficar estudando para concurso enquanto trabalhava com meus pais me fez perder essa parte social acho eu.
A dúvida que fica, devo continuar na empresa atual? Se for sair, devo colocar essa empresa no currículo? Porra ficar 6 meses em uma, 6 meses em outra não deve ficar muito bonito no currículo.
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2020.08.10 10:49 klaussevla Estou prestes a me formar para deixar o diploma de enfeite

bem, vamos lá... acabei de entrar no 8° semestre no curso de publicidade e propaganda e estou com incertezas de que quando me formar não irei conseguir um trabalho com o que tenho no currículo. nesses 4 anos de curso o que consegui de experiência foram 4 meses "estagiando" como social media para uma clínica odontológica (que acabei saindo, pois o lugar era em osasco e moro há 2 horas e meio longe de lá) e um mês fazendo freela na parte de atendimento numa agência de eventos (isso em outubro de 2018, mas já fui chamado novamente no final daquele ano e no começo de 2019. foi durante 1 semana nesses dois períodos).
nesse ano estava tudo certo para começar a estagiar como social media na prefeitura, porém com o covid fui aconselhado a esperar um pouco até que a situação melhorasse, isso em março. estamos em agosto. o ultimo e-mail que enviei perguntando sobre a vaga foi em junho, com esperanças de que estaria tudo em pé ainda. a mesma resposta: tenho que esperar (e na verdade já perdi a vaga. ganhei, porém não levei).
com a quarentena tive mais tempo de realizar cursos online e melhorar mais o currículo, isso ok, mas me desanima em saber que fui chamado pela última vez para a vaga da prefeitura, desde então não tive nenhuma oportunidade de participar nos processos seletivos. sei que não vão me querer para preencher uma vaga de estágio, pois estou no último semestre e o contrato é de geralmente de um ano, e talvez não me queiram como assistente pela rasa experiência que tenho na área.
enfim, não sei o que fazer.
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2020.08.09 14:16 ImindR Não vejo nada de bom na introversão.

Bom, eu não sei como começar isso aqui mas já digo que não vai ser algo muito fácil de entender, até porque nem eu mesmo me entendo, então, para quem for ler, apenas peço que tente me entender da melhor forma possível.
O motivo desse desabafo é achar alguém ou algo que possa me ajudar a entender o jeito que eu sou para que eu tente de alguma forma melhorar.
Enfim, tenho 17 anos, e a pouco tempo descobri que sou introvetido, isso depois de uma grande e recente lista de pesquisa e testes de personalidades que eu realizei pela internet, eu como minha mãe e irmaõs, sempre achamos que eu só era tímido e anti-social, mas procurei me informar melhor agora devido a uma serie de eventos que me vieram questionar o por que eu sou assim.
Eu sempre me achei bem normal do jeito que eu era, só achava mesmo que eu era tímido e que certos comportamentos viam por causa da timidez em si, não por causa de algo mais abrangente como a introversão.
Para quem está boiando e não sabe o'que estou falando é fácil, pegue todo conceito que você possui de extrovertido (que é uma palavra que conhecem bem diferente do introvertido) e inverte, bom, é basicamente isso, introversão consiste em viver mais dentro do que fora, pensando mais do que falando, planejando mais do que fazendo, sobrevivendo mais do que vivendo.
Muitos dizem que possui inúmeras vantagens em ser introvertido, que pessoas assim mudaram o mundo, e, realmente mudaram, eu não nego isso isso de jeito nenhum, porém essas pessoas tinham um grande diferencial de mim, o fato de eles se aceitarem do jeito que eram.
Eu após ler todo conceito de introversão e ver que simplesmente todo comportamento, ações, reações se aplicavam totalmente ao que eu era, eu entrei num estagio da minha vida que eu não sei mais quem eu sou, não sei o'que devo fazer, não sei a quem recorrer, e isso só anda me trazendo duvidas que estão aos poucos me matando.
Eu não entendo nenhuma das vantagens que dizem que possuem os introvertidos, como uma verdadeira vantagem, para mim são apenas tentativa das pessoas transformarem um comportamento totalmente generico em algo que pareça uma grande vantagem quando na verdade qualquer pessoa pode ser aquilo se ela realmente quiser, um bom exemplo disso é quando dizem que introvertidos são bons ouvintes, e sim, nos realmente somos, mas não por que nos vamos te ouvir e ter realmente algo importante a dizer, mas sim por que a maioria de nós simplesmente ou não diz nada após ouvir alguém falando, ou estão muito ocupados pensando no que dizer que não percebem o tempo passando e no final acabam que não dizem nada, que é o meu caso.
Eu desenvolvi depressão por conta desse comportamento introvertido, sofri bulliyng, perdi amizades, chances de ter algum relacionamento, e diversas outras coisas.
E isso, além de muitas outras coisas só dificultam mais o meu dia-dia, aqui vai uma lista das minhas maiores dificuldades:
- Eu me importo demais com o'que acham de mim e isso me limita a ser quem eu sou, por isso sou muito mais aberto na internet do que fora dela.
- Tenho extrema dificuldade em me expressar, muitas vezes tenho dificuldade até em dizer "eu te amo" para alguém que realmente amo por medo de parecer estranho, até enquanto escrevo isso sinto que não estou me expressando da maneira certa.
- Eu não sei usar muito bem as palavras e muitas das vezes em me embolo na hora de me expressar, por isso acabo planejando o'que dizer, o'que muitas vezes da errado pois isso não passa de uma tentativa de tentar controlar o'que vai acontecer e como as pessoas vão reagir, e bom, todos inclusive eu, sabemos que isso é impossivel e mesmo sendo totalmente coinsciente disso, eu continuando planejando o'que falar em TODOS os tipos de situações para não me embolar no que digo e a pessoa me entender errado.
- Eu não sei manter uma conversa, sinto que simplesmente tudo o'que digo é vago e não deixa espaço paras as pessoas responderem, por mais que o'que eu diga as vezes seja engraçado é sempre vago, a pessoa ri e pronto, resumindo, sinto que não tenho papo pra manter algo fluido com alguém.
- Me sinto burro, não só em matérias escolares, mas também na forma de lidar com situações que muitas vezes são TOTALMENTE normais.
Isso são apenas descrições bem vagas de minhas maiores dificuldades e bom isso tudo se aplica a certas coisas que andam acontecendo na minha vida.
Um bom exemplo é uma garota que conheci do Ceara, conheci ela de uma maneira bem estranha mas enfim, essa garota é a causa de umas das minhas maiores duvidas internas ultimamente pois, é o tipo de pessoa extremamente extrovertida, o oposto total de mim, e bom, o'que eu tenho com ela é basicamente, eu gosto dela e ela de mim (sim, ela gosta de mim, mesmo eu tendo dado essa triste descrição sobre mim anteriormente), e bom essa garota, desde que eu falei isso pra ela, e ela pra mim, ela tem me ligado todos os dias desde 2 de abril que foi o dia que eu a disse isso e ela me disse que era reciproco, o problema nisso tudo é a insegurança que eu SEMPRE tenho antes de atender a ligação dela, eu sempre tento planejar o meu dia todo, pois eu não dizer não pra ela, e ela quer muitas vezes me ligar o dia todo, então invento desculpas pra tentar minimizar isso, mas mesmo assim eu passo muitas vezes, 5, 6 horas falando com ela.
E bom, eu não sei por que ela ainda me liga, eu fico calado 50% do tempo por que eu simplesmente não sei conversar, eu não sei falar sobre o dia, minha vida não tem nada de muito interessante no passado por conta da introversão, eu tenho muita sorte que ela fala muito e as vezes eu acho algo pra falar no meio de tanta coisa.
Muitas vezes eu só queria entender o por que eu ser assim, eu não sei se é algo genetico, se é alguma doença que eu ainda não descobri, mas, em tudo que eu faço que seja contra a introversão, como por exemplo, ficar perto das pessoas, é como se minha mente jogasse contra mim, eu me sinto extremamente exausto, eu quero estar ali, mas é como se eu também não quisesse, e isso é uma das poucas coisas que me estressam no dia.
Eu tenho medo de não conseguir viver a vida que eu quero por causa da introversão, como vou fazer amigos, como vou me relacionar com alguém, sabe, eu sei que isso não é bem o necessario para se ter sucesso na vida, porém é o'que eu quero, mas a dúvida que eu tenho sobre mim, a merda da dúvida que eu tenho todos os dias quando me olho no espelho, e me pergunto quem eu vou ser naquele dia.
As vezes sinto que sou um livro de 17 páginas e todas elas estão em branco, sinto que sou desinteressante, dificilmente tenho história para contar, e, eu não sei como resolver isso, não sei nem se tem como resolver, só sei que isso já tomou conta da minha vida o suficiente.
Se você leu até aqui e não entendeu, eu te entendo totalmente, só peço que tente um pouco mais, e, se tiver algo para falar, por favor fale, eu sinto que realmente preciso de ajudar seja la de quem for.
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2020.08.07 19:35 kdepotassio Sou babaca por esconder uma traição por medo de perder dinheiro e status?

Por conta da quarentena logo no início do ano o apartamento na cidade que eu faço faculdade ficou vazio. Meu pai resolveu continuar pagando o aluguel para não ter problemas com isso quando as aulas voltassem, então resolvi procurar um emprego para ajudar nessa despesa.
Conversando com um amigo, meu pai conseguiu uma vaga de secretária em um escritório de venda de terrenos de um condomínio de luxo que está construindo aqui na minha cidade.
Eu fiquei super feliz, os donos do condomínio eram amigos da minha família e o trabalho era bem simples, já que a parte mais burocrática era com o outro menino que trabalhava lá.
Lá tinha freezer com sorvete e cerveja artesanal para os clientes, então lá virou um happy hour deles. Que na verdade era qualquer hora do dia, porque era tudo gente rica que não precisava trabalhar em horário comercial, raramente era depois das 18h.
Um dos clientes era o *******, nossas famílias se conheciam a muito tempo por conta da Associação dos engenheiros, ele e meu pai são um dos engenheiros chefes de lá, e ele vivia no escritório onde eu trabalhava. No começo ele aparecia no meio da tarde, umas 14/15h, mas depois de um tempo ele começou a aparecer às 19h em uns dias aleatórios.
O outro menino saía às 18h e eu ficava e fechava às 19h.
Sempre quando ele chegava eu já tinha fechado as cortinas, desligado o sistema e já estava quase acionando o alarme, mas como era cliente não tinha como eu "mandar embora". Então, eu abria tudo de novo e deixava o mais visível possível, porque afinal eu estava lá sozinha com ele e alguém que olhasse a gente lá poderia ter uma ideia errada, ainda mais se estivesse com tudo fechado.
Ele ficava lá pouco tempo, perguntava das vendas, se a faculdade iria voltar, essas coisas básicas.
Passaram 3 meses e continuava assim.
Eu gostava daquele trabalho.
Aí um dia ele apareceu bem sério. Perguntou como eu estava e disse que precisava me falar uma coisa. Naquele hora eu já estava em desespero, achava que o filho dele comeu alguma coisa estragada que eu servi, que eu ofendi ele, tudo. Mas era muito pior do que eu conseguia pensar.
Ele explicou que ia muito no escritório porque ele gostava de lá, se sentia bem conversando e que ficava feliz em falar comigo. Até aí ok, mas depois ele começou com explicações de que ele não imaginava que ia sentir aquilo e que sabia que era complicado, foi então que ele solta a declaração dizendo oque ele sentia por mim. Ele falou que independente da minha resposta ele queria se separar da esposa e se eu não quisesse mais vê-lo ele sairia da Associação dos engenheiros e não viria mais ao escritório.
Aquilo me paralisou, ele era casado, tinha 2 filhos, era amigo do meu pai. Eu não sabia mais de nada naquela hora.
Tentei explicar sendo o mais claro possível de que aquilo não teria como acontecer.
Ele é uma pessoa influente aqui na minha cidade e eu sabia que aquilo iria destruir a vida dele e afetar tudo em volta, a empresa dele, a empresa do meu pai, a associação, o escritório que eu trabalhava. Era muita coisa em risco. Então eu falei que era melhor que não contássemos a ninguém, disse que ele deveria continuar frequentando os jantares e encontros na associação, mas pedi para que não fosse ao escritório nos horários que eu estivesse sozinha, e o mais importante, que reconsiderasse sobre a decisão da família dele.
Ele entendeu e disse que se um dia eu quisesse algo era para falar com ele, pois ele realmente estava disposto a fazer aquilo. Eu agradeci e pedi que compreendesse.
Voltei para casa andando, só pensava naquilo e em como eu iria disfarçar a minha cara quando chegasse em casa.
Esperei um tempo para me demitir e seguir normalmente. Já encontrei ele e a família no mercado e nos falamos tranquilamente, ele e meu pai, minha mãe e a esposa dele. Eu me sinto culpada.
Sei que estou errada, mas eu não podia deixar aquela bomba explodir. Fazer aquelas crianças aguentarem um divórcio complicado dos pais, toda a polêmica envolvendo a família deles, a esposa ouvir aquilo. Além de que ele e meu pai tem sócios na empresa e o escritório que eu trabalhava também ia se envolver no rolo.
Sei que a minha escolha foi bem para o lado financeiro e das aparências da sociedade, e tenho certeza da escolha que fiz, mas ainda tenho a sensação de não me arrependo, mas me sinto culpada.
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2020.08.02 00:30 cafealmocojantar Bolo: por que o dão tanto? Marcar encontro e não comparecer/responder mais.

Ok, estou carente e mesmo diante do mundo em que vivemos, preciso sair com alguém, conhecer alguém. Nesse mundo de aplicativos de sexo casual ou namoro, o bolo sempre existiu. Na verdade a instituição de marcar um encontro e não comparecer (chamada de bolo) data de antes do advento do telefone. É secular.
Já algumas vezes tomei bolo com gente que marcou de sair comigo por esses apps no passado. Era chato, de certo modo humilhante, mas sei que fiz nada de errado. Fui honesto, sincero, pontual, mandei fotos, bati papo, abri meu coração, agi para que o encontro acontecesse. Foi a outra parte que foi ou covarde ou sacana que me deu bolo.
O problema é que agora que estou solteiro e de volta para o mercado, meu Deus, o bolo agora virou a norma, não a exceção. Notando a tendência, cheguei a marcar no mesmo dia 4 encontros e nos 4 tomei bolo. E olha que sou bem transparente e digo: "Olha, se você está com dúvidas, inseguranças, está com vontade mas sem coragem, me fala. Manda a real. Vou ficar chateado se você negar meu convite não.". E ainda assim os filhos da puta insistem que estão loucos para me dar, marcam e somem. Passaram horas me mandando fotos desfocadas do cu em diversas posições, insistem o quanto precisam que eu estacione meu fusquinha naquela vaga mas somem depois, por quê?
Como comecei a ficar mais calejado no assunto, além do overbooking que citei acima, desenvolvi uma técnica: - "Olha, 1h antes do nosso encontro te mando mensagem aqui para te dar a certeza que já estou me deslocando para lá." - e adivinha? Os viados tem a coragem de confirmarem que estão a caminho e chegando lá, somem.
Quando digo sumir não comparecem, não respondem mensagens. Alguns dão desculpas depois: "Ah, fiquei sem sinal de celular" e "Minha bateria acabou" são os mais populares. Mas horas, se você disse que estava a caminho do lugar, por mais incomunicável que estivesse, que completasse a viagem e encontrasse quem você já sabe que está te esperando.
E o bolo só acontece pelo app não. A moçada está dando número de telefone e perfil do Instagram, dando todos os sinais que há interesse mútuo e ainda assim ploft, somem. E não se trata de receios por conta da pandemia pois nos stories e demais redes sociais eles demonstram que estão saindo de casa normalmente.
Então pergunto a você, boleiro, por que faz isso? O que passa pela sua cabeça? O que te faria parar com isso? No Globo Repórter de hoje...
[Agradeço a todos que leram até aqui pela atenção dispensada. Precisava desabafar]
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2020.07.25 05:30 Pedinhuh Ser rejeitado é ruim, especialmente quando você até entende o porquê.

Bom isso é bem chato e me tá me destruindo por dentro mas acho que preciso passar por isso.
cabei de retornar de um encontro com uma mulher da qual eu venho conversando todo o dia por mais de uma semana, nos conhecemos no Tinder.

Ela é incrível, morena dos cabelos cacheados, alta, tem um sorriso lindo, tem um emprego estável sendo funcionária pública, terminou a faculdade e provavelmente já vai atuar na área de formação, carro novo pago, mora sozinha e vai comprar seu apartamento daqui um ou dois anos(ela investe e ja tem sua reserva guardada), fora isso ela já até viajou pra outro país...Enfim ela é bem vivida ja com 27 anos.

E eu, um gordo de 28 anos que ainda mora com os pais, joga sua vida fora desperdiçando tempo na internet e no videogame, que tá perdendo cabelo e desesperadamente tenta esconder, trabalha com a mãe no mesmo emprego há mais de 10 anos, que investiu horrores numa faculdade de Engenharia e até hoje não conseguiu nem sequer um estágio que tenha durado 6 meses, e só agora tem um pouco de dinheiro pq vendeu o seu carro velho pra pagar as próprias contas.

Voltei pra casa, trocamos umas msgs e ela disse que sacou que eu quero algo mais, e ela só quer amizade.

Eu sei que é mentira e é uma mentira dita pra não magoar...Eu não culpo ela, eu provavelmente não iria querer me pegar tbm se fosse outra pessoa rsrsrs

Pra falar a verdade, até imaginei que ela iria falar isso.

Eu pensei bem, e olhando pra trás e pro presente, eu entendo o porquê da rejeição: Não sou uma pessoa atraente, a única coisa bonita em mim é o meu rosto de resto não sou nada demais e sou gordo ainda por cima, e nem sou uma pessoa interessante como parceiro: Tenho só uma pessoa que me considera como amigo da qual eu mantenho contato, os meus amigos de infância ficaram no interior e agora tem a vida deles, os meus amigos da faculdade e da escola seguiram com a vida deles e eu, por ser muito introvertido, me fechei também...Eu tenho sérios problemas com insegurança que fazem eu me preocupar demais em fazer tudo certo, tenho problemas com minha auto-estima que no geral nunca foi boa, no geral eu sei que como parceiro amoroso de alguém eu sou uma escolha ruim...Eu sei que tem muitos piores por aí (machistas, bêbados, drogados, etc...) mas eu também sei que tem muita gente melhor disponível.

E bom, não é de hoje que eu passei a notar como eu não sou atraente, minha vida no Tinder têm sido um desastre não é a toa...Fora esse encontro desastroso, o último que tive ano passado até foi bom até acabar, aí a mulher meu deu gelo total e me bloqueou em tudo...Ah, eu já disse que em dois anos eu só tive dois encontros, esse de hj e esse outro do ano passado? Kkkkk

O pior é que eu sei dos problemas que tenho, mas não sinto a menor vontade ou inspiração de encarar eles, é como se eu estivesse num ciclo vicioso que não me faz sair do lugar.

Não sinto a menor vontade de acordar mais cedo pra ir caminhar ou malhar pra emagrecer, já tentei várias vezes e no fim não adianta pq a tarde eu ou acabo comendo um salgadinho gorduroso ou devorando um pacote de bolacha inteiro.

Não sinto a menor vontade de guardar dinheiro, pq o que consigo colocar na conta acaba saindo pra pagar as contas que tenho, desde a quarentena meu trabalho não me paga bem.

Não sinto a menor vontade de buscar vagas pra trabalhar na minha área, primeiro pq meu currículo é uma bosta e a última entrevista que fiz foi a um ano, segundo que eu tenho pouquíssima experiência e as duas vezes que consegui trabalho acabou durando pouco tempo (3 meses numa empresa boa mas fui demitido por incopentencia minha mesmo e depois um mês numa empresa boca-de-porco, que eu ia acabar saindo msm pq eles não pagavam os salários direito, tudo atrasado e parcelado).

Não sinto a menor vontade de começar a investir pq, bem, eu não sei investir e pq meu único grande investimento(faculdade) até então foi um grande fracasso.

Talvez seja depressão o que eu tenho, faz sentido pq meu pai tentou o suicídio há dois anos e desde então eu nunca mais fui o mesmo, minha ansiedade só piorou de lá pra cá.

Eu sei lá, talvez essa rejeição fosse necessária pra eu acordar pra vida e sair do lugar...*O problema é que eu sei que não vou.*

Bom pelo menos desabafar eu consegui.
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2020.07.24 20:53 jogaforadesabafo Tentando postar novamente

OBS: Eu havia tentando postar isso há um bom tempo, entretanto, por algum motivo foi considerado spam pelos filtros do Reddit e acabou que não consegui conversar sobre isso com ninguém. Estou tentando novamente...
Eu não queria que esse texto ficasse demasiado longo, já que eu estou postando por querer "feedback" e sai o quanto um texto gigante dificulta isso, mas não vai ter jeito. Então vou tentar fazer um tl;dr no inicio para facilitar.
tl;dr: Estou em um relacionamento à distância, planos iniciais eram de que ela viesse para onde estou, pois ela tem a possibilidade de continuar recebendo sem estar trabalhando, além disso a cidade onde vivo é melhor, mais tranquila, mais segura e etc, qualidade de vida. Ainda, aqui tenho uma família unida e que faria tudo por nós (ao contrário de onde ela está onde a família dela é toda distante e cheia de problemas entre si). Ocorre que o mundo da voltas e ela não quer mais vir, quer que eu vá.
Bom, eu vou tentar não dar muitos detalhes para preservar nossas identidades, então algumas coisas podem acabar ficando vagas, mas vou tentar me fazer entender.
Eu tenho um relacionamento a distância com uma pessoa, começou em 2018, nós já nos conhecíamos a muito tempo e nos encontramos e deu no que deu. Nós nos encontrávamos a cada dois meses, mais ou menos, já que moramos em extremos diferentes do país.
Ela tem uma empresa na cidade em que mora (capital do norte do país), a empresa está crescendo bastante e já quando começamos a nos relacionar sabíamos como essa empresa essa promissória. Acontece que, como toda capital e, em especial, como qualquer capital do norte a cidade tem níveis astronômicos de violência, desigualdade e todos os outros problemas que se espera, enquanto isso eu vivo em uma cidade do sul do país que possivelmente esta entre uma das mais desejadas para se viver, com IDH elevado, a uma boa distância da capital (nem muito longe, nem muito perto), boas escolas e etc.
Eu acabei não falando isso antes, mas eu sou um pouco mais jovem que ela, estou me formando agora, entretanto, há de se notar que, apesar de eu estar me formando agora, como a cidade é pequena e eu sempre estive envolvido em estágios, além de ser de uma família mais ou menos conhecida, eu tenho certa facilidade para me inserir no mercado de trabalho daqui. Na verdade, eu estou em um estágio que está pagando bastante bem, e vou me tornar sócio ao me formar (não é empresa familiar, é fruto de esforço e empenho mesmo).
Enfim, no inicio o plano era de que ela viesse para cá e continuasse recebendo os lucros ou vendesse a parte dela da empresa para abrir outra aqui. Acabou que ficamos com a primeira opção, dado o crescimento da empresa.
O problema é que agora, a poucos dias, ela chegou a conclusão de que não é o momento de abandonar a empresa, pois está crescendo muito e ela acha que não seria certo. Na minha cabeça é o momento perfeito, justamente pela empresa estar crescendo, ela estaria auferindo uma boa renda com o lucro, além da empresa já estar na trilha certa, além do mais eu estaria encaminhado onde estou e teríamos todas as vantagens da cidade com uma boa renda.
Durante o período do nosso relacionamento nós chegamos a ter esse plano de eu ir para lá, mas acabou não dando certo, foi um momento muito complicado da minha vida com perda de um ente muito muito querido, eu estava parando de fumar, um tanto desnorteado e quando cheguei lá tive uma crise de abstinência misturada com a crise existencial e tudo mais e acabei desabafando que eu não queria ficar na cidade dela, que me sentiria inútil já que não conseguiria me inserir no mercado de trabalho, que não via justificativa para nos submetermos a isso por causa de dinheiro (ela ganha bem lá, digamos que como sócia ela ganharia apenas 50% do que ganha agora trabalhando, para mim isso é mais do que o suficiente para vivermos bem aqui), a família dela é completamente distante entre si, desunida, cheia de brigas e problemas, o completo oposto do que teríamos aqui onde vivo agora.
O problema é que novamente ela chegou a conclusão de que não tem jeito, que ela não pode vir, que seria burrice, que não faz sentido. Ela gosta de falar as vezes que "não pode largar tudo por macho", por algum motivo ela acha que se seguir apenas como sócia (ela tem 50% da empresa) ela vai perder algo. Isso me machuca bastante, pois eu não consigo ver isso, não faz o menor sentido, ela sempre vai ter a empresa lá, vai sempre ganhar dinheiro, a empresa vai continuar crescendo do mesmo jeito, ela ainda iria para lá de tempos em tempos para trabalhar e resolver as coisas da empresa. Por um bom tempo o plano era esse e tudo parecia plenamente razoável.
Ainda, se eu for ao invés dela vir é basicamente suicídio da minha carreira profissional, além do que lá eu certamente não conseguiria me inserir no mercado como já estou aqui. Se ela vir para cá segue como sócia e caso aconteça algo e precise voltar não perdeu nada, segue tudo igual como se nada tivesse acontecido.
Ela está decidida. Eu vou ou nós seguimos desse jeito, nos vemos quando dá, até onde o relacionamento aguentar, pois ela acha que para vir definitivamente só daqui 3 ou 5 anos.
Eu não sei lidar com isso. Eu sou perdidamente apaixonado por ela, de verdade, mas eu me sinto encurralado, sem saber o que fazer. Cada vez que eu leio ou ouço ela falar sobre "largar tudo por causa de macho" um pedaço do meu coração é arrancado.
Ela tem um filho de uma relação passada, toda a minha família o adotou, junto comigo, obviamente. A minha cidade seria muito melhor para ele, ele estava realmente empolgado de vir, eu já estava escolhendo escola para ele, enfim...
Se eu for para lá agora eu não sei quando voltaremos. A verdade é que eu sinto que quanto mais o tempo passar, quanto mais a empresa crescer, quanto mais ela ganhar, menos ela vai querer vir. Eu não consigo ver a justificativa disso, de que adianta ter dinheiro e viver em um lugar horrível?
Além do que eu não vou conseguir me inserir no mercado de trabalho de lá, não vou me adaptar a uma cidade como aquela (eu tenho certos travamentos, eu sempre disse que jamais viveria numa cidade dessas, eu não sei lidar com a violência, a distância entre tudo, as pessoas, enfim...). Eu sinto que vou voltar a ser uma criança dependendo da mãe para tudo. Tendo que pedir dinheiro para fazer minhas coisas, sinto que vou estar a merce das vontades dela, sendo obrigado a fazer o que ela quiser.
Ainda por cima vou largar minha carreira onde me encontro, perder a possibilidade da sociedade que mencionei antes e, para ser sincero, perder qualquer projeção aqui, sendo que quando voltarmos é bem improvável que eu vá conseguir me inserir novamente.
Ela diz que eu deveria estudar para concursos enquanto estiver lá, já que teria tempo livre, mas eu não me interesso por nenhum cargo público. Apesar da minha graduação abrir portas para vários, eu pretendia me manter como profissional liberal, sempre foi o que eu quis desde o início da graduação.
Enfim, eu não sei o que fazer, provavelmente ninguém vai responder aqui já que o texto ficou enorme, mas eu queria tentar conversar sobre isso com alguém e é difícil para mim, eu não tenho muitos amigos, sou tímido e não gosto de incomodar eles com essas coisas.
Para completar, ela passou 15 dias comigo agora a pouco tempo e reclamou várias vezes de como estava desperdiçando as férias, já que não estávamos fazendo nada (eu estou trabalhando, não estou de férias e devido a pandemia a maior parte das coisas da cidade está fechada).
Ele teve crises de ciumes por causa da minha cunhada, brigou bastante comigo por N motivos, fica tentando fazer uma espécie de chantagem emocional para que eu vá, mas não aceita nenhum diálogo no sentido dela vir. Fica insistindo o tempo inteiro falando que eu tenho que fazer concurso para cargo X ou Y sendo que nem ao menos há a menor programação para abertura de editais para esses concursos.
tl;dr: Relacionamento à distância, ela viria para a minha cidade, já que é sócia de uma empresa (que manteríamos como investimento e pela segurança dela caso não desse certo), mudou de ideia e quer que eu abandone tudo (não tenho como me ausentar com a segurança que ela teria), vire dono de casa e concurseiro. Não aceita dialogar, tem brigado comigo, reclama que todas as vezes que me visitou foi desperdício das férias que poderia estar viajando para outro lugar. Não sei o que fazer.

Me perdoem pelo texto ridiculamente grande, eu não tenho com quem fazer esses desabafos normalmente.
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2020.07.23 10:19 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 4

Há três tipos de candidatos no CACD: os que sabem muito, os que sabem um pouco e os preguiçosos. Os aprovados vêm, sempre, de um dos dois grupos iniciais (ainda que muita gente desses dois grupos fique de fora, por motivos óbvios de limite de vagas). Os preguiçosos não passam pelo simples motivo de que mesmo uma metodologia de estudos mais objetiva e pragmática, como a que eu indicarei a seguir, n~o tem o objetivo de “levar com a barriga”. Mesmo se você fizer cursinho de todas as matérias e ler todos os textos e livros recomendados, há grande possibilidade de não passar por outra razão também muito simples: o que mais importa é o estudo individual. Sozinho, o cursinho não aprova ninguém. Não ache que só fazer o cursinho adiantará muita coisa. Veja como os cursinhos são lotados e quantos candidatos passam por ali, todos os anos. De todos esses, apenas uma parcela pequena é aprovada, e, sem dúvida, você não encontrará preguiçosos nessa parcela. “Ah, mas eu conheço Fulano que passou, sem estudar muito”. Tudo bem, mas não estudar muito não é sinônimo de ser preguiçoso. Preguiçoso é quem acha que fazer o mínimo já está de bom tamanho, e não está.
Para ser aprovado, saber é importante, mas mostrar que sabe é fundamental. Eu disse que passam dois tipos de candidatos, os que sabem muito e os que sabem um pouco, porque só saber algo também não significa nada. Uma pessoa que soubesse todas as matérias do concurso de cor poderia não ser aprovada, e um sujeito que estudou um pouco de cada coisa pode passar. Para a primeira fase, não há muito segredo. O estilo do Cespe é cruel, e sei que muita gente boa fica de fora, mas são as regras do jogo. Infelizmente, não há melhor estratégia que estudar bastante e resolver provas anteriores. Nas provas discursivas do CACD, o que faz a diferença é sua capacidade de demonstrar conhecimento (mesmo que você não o tenha). Em algumas questões da terceira fase, por exemplo, você para e pensa: “o que é isso? Por onde vou começar? Nunca ouvi falar disso”. É nessas horas que a diferença entre o que você sabe e o que você consegue transmitir importa muito. A forma de apresentação das respostas, a sequência lógica de ideias, sua argumentação, tudo isso pode ser mais importante que o conteúdo que você está transmitindo. Muitos podem achar que isso significa que você tem de “escrever difícil”, o que n~o tem nada a ver. Um texto bom e claro n~o tem de ser difícil de ler e cheio de expressões “eruditas”, pelo contrário. O que, realmente, faz a diferença e garante a aprovação, de acordo com meu ponto de vista, é sua capacidade de demonstrar conhecimento, mesmo que você não o tenha, de maneira clara e sintética. Para isso, há estratégias distintas em cada uma das fases do concurso, o que será detalhado a seguir.
Depois de ser aprovado na primeira fase, você tem muito pouco tempo de estudo até a segunda, o que faz essencial começar a preparação para a prova de Redação o quanto antes possível (assim que você conferir o gabarito provisório e perceber que está próximo à média estimada para aprovação, normalmente acima de 60%, comece sua preparação). Não invente de ler todos os livros clássicos da literatura brasileira nesse período curto de preparação. Seja pragmático: a essa altura do campeonato, acho que apenas apostilas ou livros de ensino médio de Literatura e o Introdução ao Brasil: um Banquete nos Trópicos (Lourenço Dantas Mota) podem valer a pena. Não li nenhum livro da bibliografia antiga (Darcy Ribeiro, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e companhia), só estudei pelos livros indicados acima. Mais detalhes serão dados na Parte IV. Na segunda fase, uma das coisas mais importantes é não errar gramática. Atenção aos três erros mais comuns dos alunos no cursinho preparatório para a segunda fase: regência (incluindo uso do acento grave), colocação pronominal e pontuação (especialmente a vírgula). Para isso, faça todos os exercícios propostos no cursinho preparatório (por mais chatas que sejam as propostas), veja o máximo de espelhos antigos que conseguir (não consegui quase nenhum, apenas alguns muito antigos, que não serviram para muita coisa; de preferência, veja espelhos com vários erros, para você aprender o que não deve repetir).
Aproveitando o assunto “espelhos de prova”, minha opini~o é que s~o muito úteis para as provas de idiomas: Redação/Português, Inglês, Espanhol e Francês. Para as demais provas, acho bastante inúteis. Em primeiro lugar, nas provas discursivas de Política Internacional, de História do Brasil, de Geografia, de Direito e de Economia, não há nenhuma marcação feita pela banca corretora. Assim você não sabe o que está certo e o que não está, o que foi valorizado pela banca e o que foi apenado, nada disso. Para essas matérias, muito mais úteis que os espelhos de prova são as respostas selecionadas nos Guias de Estudos publicados anualmente pelo IRBr (todos os Guias de Estudos, desde o de 1996, est~o disponíveis na pgina do “REL UnB” (http://relunb.wordpress.com). As respostas selecionadas são aquelas que corresponderam ao que a banca julgou ser a melhor resposta fornecida à questão por um dos candidatos aprovados. Assim, você saberá o estilo de escrita, a organização e os argumentos preferidos da banca corretora. Minha recomendação quanto aos Guias de Estudos é: leia, estude e faça um fichamento de todos os guias mais recentes (antes de 2003 não é tão importante, mas pode valer a pena passar o olho nas questões, pelo menos). Esse fichamento será muito útil nos estudos de revisão para a terceira fase. Para a prova de Redação, é evidente que não é necessário fichar as respostas, mas ter uma noção dos conteúdos cobrados pode ser importante. Na segunda fase de 2011, havia uma questão sobre preconceito racial. Como eu me lembrava de haver visto, na prova de segunda fase de 2010, uma quest~o sobre o “equilíbrio de antagonismos” em Gilberto Freyre, adicionei essa referência em meu texto, o que parece ter agradado a banca, já que foi minha melhor nota de texto (fiquei com 18,07/20 nesse exercício – 10/10 em Gramática e 8,07/10 em Texto). O espelho de minha prova de Redação está disponível no “REL UnB”, indicado anteriormente.
Depois que você fizer a segunda fase, terá muito tempo até o resultado provisório, e é fundamental não esperar o resultado final da segunda. Comece a estudar para a terceira fase no dia seguinte à prova de Redação, como se já houvesse passado. É claro que muitos ficam ansiosos com a expectativa do resultado da segunda fase, mas não há mais nada que você possa fazer para essa etapa. As provas já estão nas mãos da banca, o que você precisa e deve fazer é procurar voltar toda a atenção para os estudos das matérias da terceira fase (e da quarta também, obviamente). Deixar para estudar só depois do resultado da segunda fase é enorme perda de tempo. Mesmo que você não seja aprovado, já adiantará os estudos para o concurso seguinte. Conhecimento nunca é perdido.
Passada a segunda fase, acelere o ritmo ainda mais. É muito cansativo e desgastante, mas, depois que a terceira fase começa, o tempo voa. Dividi meus estudos para a terceira fase em dois períodos: até uma semana antes do primeiro fim de semana de provas, continuei sistematizando meus fichamentos, buscando dados mais atuais de Geografia e de Política Internacional, fazendo os últimos fichamentos dos Guias de Estudos antigos etc.; na segunda-feira da semana da primeira prova, comecei a revisão das matérias daquela semana. A seguir, vou dar mais detalhes de minha preparação ao longo das semanas de terceira fase, mas, antes de tudo, deixo claro que a ordem das provas pode mudar de um ano para outro (o que acontece frequentemente).
Nosso primeiro fim de semana de provas era História do Brasil no sábado e Inglês no domingo. De segunda a sexta-feira, estudei apenas História do Brasil dia, tarde e noite. No sábado, após a prova de História do Brasil (todas as provas da terceira fase foram das 9h às 13h), almocei e estudei um pouco de Inglês (apenas revisei alguns exercícios que havia feito no curso preparatório para a terceira fase e gravei algumas palavras e expressões úteis para a redação). Inglês é um conhecimento de mais longo prazo, não senti necessidade de estudar durante a semana. Foquei só em História do Brasil mesmo.
O segundo fim de semana de provas foi de Geografia e de Política Internacional. Como Geografia é bem menos conteúdo, comecei a semana alternando as matérias, com Geografia na parte da manhã e Política Internacional à tarde e à noite. Na terça-feira, percebi que isso não ia dar certo, pois era muita coisa de Política Internacional, então deixei quarta e quinta-feira só para PI, e a sexta-feira foi só de Geografia. No sábado, naturalmente, estudei PI à tarde e à noite.
O terceiro fim de semana de provas foi de Direito e de Economia, somados às duas provas da quarta fase. Como tenho facilidade com Economia, estudei só Direito de segunda a sexta-feira. No sábado, após a prova de Direito, estudei apenas a parte de Economia Brasileira. Espanhol e Francês eu revisei apenas algumas poucas notas do caderno no domingo mesmo, entre a prova de Economia e as provas de línguas.
Nas semanas de revisão, acho que foi fundamental, em primeiro lugar, esquecer a possibilidade de ler qualquer livro novo ou coisa parecida. Eu já estava com todos os fichamentos de livros e de artigos que queria fazer prontos e passei a semana inteira lendo-os exaustivamente, grifando, decorando, revisando os fichamentos dos Guias de Estudos etc. Li artigos novos na semana da prova, sim, porque eu sabia que eram indispensáveis (e todos os que li o foram; li apenas para História do Brasil e Direito, e eles estão indicados na Parte IV), mas ler livros inteiros ou artigos que você acha que podem ser úteis pode ser enorme prejuízo.
Imprimi todos os fichamentos de livros e de artigos que eu tinha e fiz uma apostila enorme que eu carregava para todo lado. Nos dias das provas, lá estava eu com a apostila de fichamentos, lendo até o último segundo antes do início da prova.
Na realização das provas de terceira fase, acho que, em meu caso, duas coisas foram importantes para um resultado positivo: fazer letra pequena e escrever até a última linha, em todas as questões. Ainda que você não dê conta de tudo o que a questão exigia, é mais provável ter alguma coisa ali que salve. Todo mundo está cansado de saber que prova discursiva não mede, necessariamente, quem sabe mais, mas quem, além de saber alguma coisa, faz prova melhor (ou seja, quem sabe demonstrar conhecimento, ainda que não o tenha). Para isso, não há segredo. Vou insistir mais uma vez quanto à letra. Faça letra pequena na terceira fase11! Não precisa ser aquela coisa mínima que ninguém consegue ler, é óbvio, mas não faça letra grande (minha média é de 10-13 palavras por linha, acho que é um tanto razoável; menos de 10 pode ser preocupante). Você pode falar bastante coisa que não tem muito a ver com a pergunta, mas, pelo menos, o corretor verá que há muita informação ali. Lembre-se de que a forma é algo muito importante na terceira fase, tão ou mais importante que o conteúdo. Por isso, não adianta muito só responder a pergunta diretamente. Exemplificar, fazer correlações, mostrar conhecimento é, sem dúvida, muito importante.
Se você ficar nervoso na hora da prova, não sei no que posso ajudar nesse sentido, pois sou bem calmo, não sei o que é ficar nervoso antes de prova, faço-as na mesma tranquilidade que as faria se fossem em minha casa. De todo modo, acho que, se o nervosismo bater, o melhor pode ser pedir para beber água ou para ir ao banheiro, respirar fundo e essas coisas todas que eu não sei se funcionam de verdade, mas tome cuidado com o tempo. Muitos candidatos têm de fazer conclusões apressadas, pois o tempo pode ser escasso. Ao contrário do que muitos falaram, entretanto, tive tempo de sobra em todas as provas da terceira fase, mas reconheço que alguns gastam mais tempo, então cuidado com o relógio.
📷Uma coisa para a qual o cursinho preparatório para a terceira fase foi muito útil foi, especialmente, nas matérias de Política Internacional e de Direito. Os professores Paulo Afonso e Tanguy (PI), do Rio de Janeiro, e Ricardo Victalino (Direito), de São Paulo, deram dicas e palestras fantásticas, aproveitei muito do que me falaram, para responder as questões da terceira fase, ainda que indiretamente. Em Política Internacional, conceitos básicos sobre a política externa brasileira atual e as relações do Brasil com a Argentina e com a China, por exemplo, foram fundamentais em três das quatro questões da terceira fase. Em Direito, algumas considerações a respeito das teorias do Estado Constitucional Cooperativo, de Peter Häberle, e do Constitucionalismo Global, de J. J. Gomes Canotilho, foram muito úteis em duas questões da terceira fase (no “REL UnB”, h alguns artigos sobre essas teorias). Além disso, o Ricardo também sugeriu um artigo excelente, que me foi muito útil para outra questão da terceira fase, que envolvia o Órgão de Apelação da OMC (artigo: Efetividade do Orgao de Soluçao de Controversias da OMC: uma analise sobre seus doze primeiros anos de existencia e das propostas para seu aperfeiçoamento "de Marcelo Dias Varella – foi esse o artigo que, como mencionei anteriormente, li na semana da prova; eu tinha certeza de que seria importante, logo não foi perda de tempo). Nas demais matérias, muita coisa foi útil também (o professor de Economia Daniel Sousa, do Rio de Janeiro, chegou a “acertar” duas questões da prova; o professor de História do Brasil, João Daniel, também havia dado aula sobre todo o conteúdo da primeira questão da prova da terceira fase, além de algumas considerações sobre parte da segunda questão; o professor de Geografia, Thiago, também “acertou” uma questão que resolvi só com base na aula dele e ganhei pontuação integral nela)12.
11 Na terceira fase, só não é necessário na prova de Inglês.
12 Os professores do Rio de Janeiro e de São Paulo a que me referi nesse parágrafo deram aulas e palestras (presenciais ou telepresenciais) no cursinho em Brasília.
Apesar de todos esses aspectos positivos, acho que é fundamental dizer, e os próprios professores dizem isso nas aulas, que cursinho para a terceira fase não é santo milagreiro. Isso significa dizer que, ainda que acertem alguns conteúdos que serão cobrados nas provas, alguma coisa acabará passando, o que implica o fato de que a maior parcela de responsabilidade com relação aos estudos para a terceira fase está com os próprios candidatos. Além disso, mesmo quando acertam o conteúdo das questões, isso pode não significar muita coisa, já que é necessário, também, que os candidatos saibam expressar o que aprenderam de maneira clara e objetiva, nos moldes apreciados pela banca. Algum tempo antes do concurso, eu tinha a ilusão de que o cursinho de terceira fase seria o remédio para todos os males, mas sinto desapontar aqueles que também achavam isso. É importante? Sem sombra de dúvida, sem o cursinho para a terceira fase, meu rendimento teria sido bem abaixo do que foi, talvez nem fosse aprovado. De todo modo, só cursinho não aprova ninguém. A maior parte da responsabilidade pelos estudos está, em qualquer fase do concurso, com você. É exatamente por isso que julgo primordial saber estudar (o que implica saber como e o quê estudar).
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2020.07.23 10:13 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt1

O objetivo, aqui, é considerar algumas temáticas que considero relevantes quanto à preparação para o concurso e à resolução das provas em todas as fases. Várias das sugestões de leituras indicadas nesta parte e na próxima, assim como diversos textos e resumos que tenho, foram disponibilizadas na página http://relunb.wordpress.com. Nesse site, você também encontrará resumos das matérias obrigatórias e optativas do curso de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, além de resumos e de diversos arquivos, para auxiliar na preparação para o CACD. Faça bom uso. Todas as vezes em que eu me referir, neste documento, ao “REL UnB”, leia-se esse site.
Esta parte está dividida em cinco seções. Em primeiro lugar, um relato de minha experiência de estudos, com importantes sugestões de amigos e de conhecidos e com diversas contribuições recolhidas de sites e de fóruns na internet. Não se trata, propriamente, de recomendação, uma vez que cada um deve adaptar seus estudos às condições em que se encontra (tempo de dedicação, material disponível etc.), mas espero que sirva, ao menos, de uma orientação inicial a quem estiver um pouco perdido, para que possa programar seus estudos e ganhar tempo.
Muitos já me perguntaram quais matérias são recomendáveis na universidade. Embora isso seja muito relativo, visto que professores diferentes podem dar a mesma matéria de maneira completamente distinta, fiz uma lista, para facilitar a vida de quem, mesmo sabendo dessas limitações, quer algum conselho nesse aspecto. Essa relação de disciplinas está na segunda seção desta parte.
Na terceira seção, trato dos cursos preparatórios para o CACD. Na seção seguinte, falo um pouco sobre algumas sugestões e “macetes” para a hora das provas. Na quinta e última seção desta parte, trato, rapidamente, de algumas considerações (que julgo importantes) a respeito da interposição de recursos aos gabaritos (na primeira fase) e às correções (nas demais fases) do concurso.
Agora, vamos ao que interessa.
OS ESTUDOS
Confesso que, no início dos estudos, foi bastante frustrante aprender coisas que eu, supostamente, deveria haver aprendido na universidade, no curso de Relações Internacionais. Mesmo as matérias que considerei ótimas na universidade nem sempre foram de tanta utilidade quanto eu achei que seriam. Sem dúvida, aprendi muito mais coisas úteis ao CACD nos meses de estudos pré-primeira fase do que nos quatro anos de graduação. Espero, assim, desfazer o mito: Relações Internacionais não é condição sine qua non para a aprovação no CACD. Por isso, acredito que, independentemente do curso superior que você tenha feito, o que mais importa é sua dedicação aos estudos. Não se preocupe: é possível recuperar o tempo perdido em menos tempo do que se imagina. Com disciplina e com foco, é possível, sim, começar a estudar alguns meses antes do concurso e ser aprovado. Ter disciplina é tão importante quanto ser pragmático. Não importa se você terá três meses, três anos ou três décadas de preparação, será impossível conseguir estudar tudo o que poderia ser cobrado no concurso. Como ninguém quer estudar o que poderia ser cobrado, mas o que, de fato, será cobrado, ter noção disso já é um passo fundamental para a preparação. Retomarei essas considerações mais adiante.
Se você ainda não fez um curso superior, acho que isso já servirá de “alerta”. Em primeiro lugar, tenho muitos amigos que entraram na universidade, no curso de Relações Internacionais, com certeza absoluta de que queriam ser diplomatas. Depois de um ou dois anos de curso, grande parte mudou de opinião. Eu, mesmo, não pretendia ser diplomata até meados da graduação, e não sei muito bem o que me levou a escolher a profissão, acho que foi uma série de coisas que eu não seria capaz de enumerar exaustivamente. Por isso, acho muito precipitado (já ouvi até professores de cursinho recomendando isso) que alguém tente iniciar sua preparação antes mesmo da universidade, acompanhando as notícias todos os dias, lendo os livros da bibliografia ou coisa do tipo. Em primeiro lugar, se eu me esquecia das coisas que havia estudado no dia anterior à prova da terceira fase, imagine alguém se lembrar de uma notícia que leu há quatro anos, no mínimo? Em segundo lugar, nem se isso fosse possível (ainda que você faça clippings de notícias etc.), não acho que seja necessário. Não senti nenhuma dificuldade que a falta de acompanhamento de notícias anteriores ao início de minha preparação para o concurso tenha provocado. Acho que é melhor você se preocupar com outras coisas primeiramente. Ao contrário do que muitos pensam, Relações Internacionais n~o é um “megacursinho preparatório para o IRBR”, e o curso também não me ajudou em nada com as notícias que não acompanhei nesse período.
Se você tem certeza de que quer ser diplomata, o máximo que eu aconselharia seria investir no aprendizado de línguas: Inglês, Espanhol e Francês. Do resto você pode dar conta, perfeitamente, em momento oportuno. Faça o que você mais gosta e o que mais lhe interessar. Como qualquer graduação é válida para ser diplomata, há profissionais das mais diversas áreas de formação no IRBr, e acho que isso enriquece bastante tanto sua convivência com outras pessoas no MRE quanto a experiência de trabalho do Ministério. Boa parte dos aprovados é, tradicionalmente, de Direito e de Relações Internacionais, eu acho (provavelmente, penso eu, não porque as respectivas graduações tenham contribuído enormemente para a aprovação, mas porque talvez seja mais provável que um estudante de algum desses cursos se interesse pela diplomacia do que outro de Física ou de Medicina, por exemplo, mas não sei, só uma hipótese), mas há diplomatas de todas as formações imagináveis.
Com relação ao método de estudos, não sei se tenho muito a acrescentar ao que todo mundo já sabe. Nunca vi nenhum método fabuloso de estudos que me tenha motivado a tentar segui-lo, por isso nem me esforçarei para tentar propor algo nesse sentido. Mais uma vez, é um mero relato de como fiz nos sete meses de estudos mais sérios que tive (setembro 2010 – março 2011) antes do concurso e nos três meses de duração das provas do concurso (abril – julho 2011).
Li muitas recomendações de estudos e de leituras, mas, às vezes, tinha a sensação de que faltavam depoimentos de “gente como a gente”, que procrastina, que enrola, que tenta se sabotar (e que tenta cair na autossabotagem) etc. O motivo para isso é muito simples: se você é assim, ou tenta adaptar seus métodos de estudos às condições em que se encontra, ou não haverá outro jeito. Tentar passar na base da “enrolaç~o” n~o funciona. Meu maior desafio n~o era a falta de foco, mas o tempo de preparação. Muitos estudam por anos e anos, e eu sabia que a concorrência não seria nada fácil, ainda mais com um número reduzido de vagas com relação ao concurso anterior. Desse modo, tive de cortar leituras desnecessárias, adaptando meus estudos ao tempo que tinha disponível. O relato apresentado a seguir baseia-se, portanto, em uma metodologia voltada para estudos de curto prazo. Se você tiver mais tempo de preparação, ótimo. Há muitos outros relatos disponíveis na internet de candidatos aprovados que relatam seus estudos com mais tempo de preparação, com vasta leitura bibliográfica etc. Tentei reunir todos os relatos que eu encontrei na parte IV desse documento, de modo que os candidatos que estejam a fim de um pouco mais de embasamento nos estudos tenham boas referências. De todo modo, esta parte, por ser voltada a minha preparação, tratará de uma estratégia mais instantânea de estudos. Espero que seja útil.
Em minha tentativa de planejar uma estratégia que permitisse conciliar o tempo reduzido de estudos e a quantidade de conteúdo necessária para o concurso, o que foi mais importante foi, sem dúvida, determinar o que seria útil e o que não seria. Não há melhor maneira de fazer isso que ler as provas anteriores do concurso, resolver os TPS, estudar os Guias de Estudos etc. No fim das contas, o tempo reduzido acabou sendo meu aliado. Se eu tivesse mais tempo de preparação, provavelmente perderia mais tempo com leituras desnecessárias para o CACD e com metodologias de estudo não muito eficazes. Desse modo, o modo de estudar que planejei e que segui em minha preparação para o CACD teve suas bases na necessidade de pragmatismo, de estudar apenas o que seria indispensável para o concurso. Por isso, se você for metódico e mais ortodoxo com relação aos estudos, já aviso que poderá desprezar minha experiência pessoal e partir para os estudos, porque todos os meus relatos a seguir estão baseados nessa filosofia de vida da arte do pragmatismo de meios.
Comecei a estudar ainda durante o fim da graduação (graduei-me no segundo semestre de 2010), inicialmente lendo algumas coisas de Introdução ao Direito e de Direito Interno, já que minha Introdução ao Direito foi horrível e quase não vi Direito interno na graduação. Resumo desses estudos iniciais: perda de tempo. Eu não tinha muita noção do que deveria estudar, comecei estudando o básico do básico em Direito e acabei me perdendo, gastando mais tempo que deveria com o que, no fim das contas, é inútil para o concurso. É aqui que começa a entrar o necessário pragmatismo, que, a meu ver, torna possível ser aprovado sem anos e anos de estudos. Cai introdução ao Direito nas questões do concurso? Não. Logo, não havia motivos para perder tempo com isso. “Ah, se você n~o estudar a introduç~o, ficar perdido e n~o conseguir entender as partes mais importantes e substantivas posteriores”. Todo mundo sabe que isso é conversa fiada de universidade. Se você quisesse fazer correlações entre o Direito interno e a teoria do Direito de Miguel Reale e não sei o quê, tudo bem, mas isso se faz na universidade, não no concurso. Cai Miguel Reale no concurso? Não, então o desprezei. Uma coisa é o estudo de universidade, em que se busca adquirir conhecimentos amplos, para que os alunos sejam capazes de relacionar a importância do fundamento teórico de criação de uma disciplina e a teorização contemporânea sobre o que quer que seja. Outra coisa completamente diferente é aprender o que cai no CACD e o que você terá de saber para a prova, e aí todo esse conhecimento básico, em minha opinião, dá apenas uma sensação falsa de conhecimento que, feliz ou infelizmente, não será cobrado no concurso.
Depois dessa improdutiva tentativa de leituras iniciais (cerca de dois meses), comecei a fazer cursinho preparatório de algumas matérias (Política Internacional, Português, Geografia, Direito e Redação, nem todas no mesmo cursinho) ainda durante os últimos meses de graduação (tinha uma aula no cursinho, inclusive, no mesmo horário de uma matéria da UnB, e era ótimo, porque eu tinha desculpa para não ir à UnB, às 8h da manhã, duas vezes por semana, para ouvir sobre a Guerra do Peloponeso). No início, ainda dividia os estudos para o CACD com os estudos finais da universidade, e, até o fim de 2010, tudo o que fiz foi seguir as indicações de leitura dos cursinhos e fazer as provas antigas da primeira fase. Hoje, percebo que eu poderia ter ganhado mais tempo caso tivesse optado por algo um pouco diferente, e meus estudos de setembro a dezembro não foram muito produtivos, apenas parcialmente. Já explico mais.
Em primeiro lugar, as leituras dos cursinhos são, no geral, horríveis. Não falo isso com base apenas nas matérias que fiz. Tive acesso a muitas indicações de bibliografias de todas as disciplinas, de diversos cursinhos e de diversas fontes de internet. As indicações de cursinhos são, sem exceção que eu tenha visto, muito ruins. Tenho certeza de que é provável que a maioria das pessoas que lerão isso ficará meio chocada, mas é minha opinião. Não sei o que os professores querem, mas acho que falta objetividade, pragmatismo e praticidade. Inicialmente, eu tinha a impressão de que, se eu lesse todas as bibliografias indicadas pelos professores de cursinho, estaria plenamente preparado para o concurso, mas isso está longe de ser verdade. Li muitos textos ruins, vagos, não objetivos e praticamente inúteis para o CACD. Nesse ponto, acho que falta a alguns professores a capacidade de pensar que os alunos têm outras nove disciplinas para estudar e que muitos desses alunos estão tentando o concurso pela primeira vez (ou seja, eles terão trabalho dobrado a fazer em curto espaço de tempo). Não é a hora de construir conhecimento básico. Por isso, considero que foram inúteis meus estudos iniciais de Introdução ao Direito relatados acima.
O que quero dizer com isso é que o pragmatismo necessário para a aprovação baseada em um período reduzido de tempo está em evitar, ao máximo, perder tempo com o que não será cobrado diretamente no concurso. Ninguém precisa ficar “expert” em Direito ou em qualquer outra matéria. Todas as provas da segunda e da terceira fases têm o mesmo valor, o que significa que de nada adianta um 100 em Direito, se você não for bem, também, em todas as outras (refiro-me ao Direito apenas para aproveitar minha experiência acima descrita). Isso é ainda mais válido em concursos com número menor de vagas, como o de 2011. Uma página lida de matéria que não será cobrada é tempo jogado fora, e ser capaz de abandonar um livro ou um texto qualquer no meio, por ser ruim e/ou inútil, é uma arte que deve, em minha opinião, ser aprendida por todos. Você precisará ter a capacidade necessária para discernir o que é importante para o CACD e o que não é. Não há outra maneira de fazer isso, senão estudar, cuidadosamente, as provas anteriores. Para a primeira fase, fazer as provas dos últimos concursos é fundamental nesse sentido. Para a terceira, ler os Guias de Estudos e fichar os melhores argumentos também pode ser muito importante.
Mais uma vez, volto a insistir na necessidade do pragmatismo. Já vi gente estudando Revolução Gloriosa e Reforma Protestante, lendo O Príncipe, de Maquiavel, e outras obras de autores clássicos da política. Antes de ler qualquer coisa, acho que é fundamental parar e pensar no seguinte: 1) Está no Guia de Estudos? 2) Já caiu em outros concursos? Se está no Guia de Estudos e caiu em outros concursos, é claro que você deve dedicar alguma atenção àquilo (vale ponderar, também, a incidência do tema; se Napoleão III foi cobrado uma única vez em nove provas de primeira fase que você fez, você não precisa ler e decorar toda a biografia do homem, não é?). Se está no Guia de Estudos e não caiu em outros concursos, não deixe de dar alguma atenção àquele tema, mas não dedique tempo excessivo a ele. Se não está no Guia de Estudos e caiu em outros concursos, das duas uma: ou o Guia de Estudos foi modificado daquele concurso para cá (desse modo, entre no site do Cespe e confira, na seção de concursos antigos, eventuais modificações no Guia de Estudos), ou a banca enquadrou esse tema em alguma divisão muito genérica do Guia de Estudos. O maior problema, entretanto, está aqui: se não está no Guia de Estudos e não foi cobrado em concursos anteriores, não perca seu tempo com isso! Pode parecer muito óbvio, mas digo apenas porque já vi isso acontecer várias vezes. Para quem terá pouco tempo de preparação, esse tempo perdido pode custar caro mais para frente. É importante que um diplomata saiba, ao menos, que a Revolução Gloriosa existiu? Claro, espero que sim, mas não estamos falando de formar diplomatas, estamos falando de passar em um concurso. Depois de passar, aí, sim, poderemos preocupar-nos com o que quer que seja. Enquanto a meta for a aprovação no concurso, acho que o melhor a fazer é ter os pés no chão, os olhos no Guia de Estudos e a cabeça iluminada pelo pragmatismo do Barão. Voltarei a tratar dos Guias de Estudos a seguir.
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2020.07.23 10:09 diplohora Mes estudos para o CACD - Bruno Pereira Rezende

Livro do diplomata Bruno Pereira Rezende
INTRODUÇÃO
📷📷Desde quando comecei os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), li dezenas de recomendações de leituras, de guias de estudos extraoficiais, de dicas sobre o concurso, sobre cursinhos preparatórios etc. Sem dúvida, ter acesso a tantas informações úteis, vindas de diversas fontes, foi fundamental para que eu pudesse fazer algumas escolhas certas em minha preparação, depois de algumas vacilações iniciais. Mesmo assim, além de a maioria das informações ter sido conseguida de maneira dispersa, muitos foram os erros que acho que eu poderia haver evitado. Por isso, achei que poderia ser útil reunir essas informações que coletei, adicionando um pouco de minha experiência com os estudos preparatórios para o CACD neste documento.
Além disso, muitas pessoas, entre conhecidos e desconhecidos, já vieram me pedir sugestões de leituras, de métodos de estudo, de cursinhos preparatórios etc., e percebi que, ainda que sempre houvesse alguma diferenciação entre as respostas, eu acabava repetindo muitas coisas. É justamente isso o que me motivou a escrever este documento – que, por não ser (nem pretender ser) um guia, um manual ou qualquer coisa do tipo, não sei bem como chamá-lo, então fica como “documento” mesmo, um relato de minhas experiências de estudos para o CACD. Espero que possa ajudar os interessados a encontrar, ao menos, uma luz inicial para que não fiquem tão perdidos nos estudos e na preparação para o concurso.
Não custa lembrar que este documento representa, obviamente, apenas a opinião pessoal do autor, sem qualquer vínculo com o Ministério das Relações Exteriores, com o Instituto Rio Branco ou com o governo brasileiro. Como já disse, também não pretendo que seja uma espécie de guia infalível para passar no concurso. Além disso, o concurso tem sofrido modificações frequentes nos últimos anos, então pode ser que algumas coisas do que você lerá a seguir fiquem ultrapassadas daqui a um ou dois concursos. De todo modo, algumas coisas são básicas e podem ser aplicadas a qualquer situação de prova que vier a aparecer no CACD, e é necessário ter o discernimento necessário para aplicar algumas coisas do que falarei aqui a determinados contextos. Caso você tenha dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade e envie-as para [[email protected] ](mailto:[email protected])(se, por acaso, você tiver outro email meu, prefiro que envie para este, pois, assim, recebo tudo mais organizado em meu Gmail). Se tiver comentários ou correções acerca deste material, peço, por favor, que também envie para esse email, para que eu possa incluir tais sugestões em futura revisão do documento.
Além desta breve introdução e de uma também brevíssima conclusão, este documento tem quatro partes. Na primeira, trato, rapidamente, da carreira de Diplomata: o que faz, quanto ganha, como vai para o exterior etc. É mais uma descrição bem ampla e rápida, apenas para situar quem, porventura, estiver um pouco mais perdido. Se não estiver interessado, pode pular para as partes seguintes, se qualquer prejuízo para seu bom entendimento. Na segunda parte, trato do concurso: como funciona, quais são os pré-requisitos para ser diplomata, quais são as fases do concurso etc. Mais uma vez, se não interessar, pule direto para a parte seguinte. Na parte três, falo sobre a preparação para o concurso (antes e durante), com indicações de cursinhos, de professores particulares etc. Por fim, na quarta parte, enumero algumas sugestões de leituras (tanto próprias quanto coletadas de diversas fontes), com as devidas considerações pessoais sobre cada uma. Antes de tudo, antecipo que não pretendo exaurir toda a bibliografia necessária para a aprovação, afinal, a cada ano, o concurso cobra alguns temas específicos. O que fiz foi uma lista de obras que auxiliaram em minha preparação (e, além disso, também enumerei muitas sugestões que recebi, mas não tive tempo ou vontade de ler – o que também significa que, por mais interessante que seja, você não terá tempo de ler tudo o que lhe recomendam por aí, o que torna necessário é necessário fazer algumas escolhas; minha intenção é auxiliá-lo nesse sentido, na medida do possível).
Este documento é de uso público e livre, com reprodução parcial ou integral autorizada, desde que citada a fonte. Sem mais, passemos ao que interessa.
Parte I – A Carreira de Diplomata
INTRODUÇÃO
Em primeiro lugar, rápida apresentação sobre mim. Meu nome é Bruno Rezende, tenho 22 anos e fui aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2011. Sou graduado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (turma LXII, 2007-20110), e não tinha certeza de que queria diplomacia até o meio da universidade. Não sei dizer o que me fez escolher a diplomacia, não era um sonho de infância ou coisa do tipo, e não tenho familiares na carreira. Acho que me interessei por um conjunto de aspectos da carreira. Comecei a preparar-me para o CACD em meados de 2010, assunto tratado na Parte III, sobre a preparação para o concurso.
Para maiores informações sobre o Ministério das Relações Exteriores (MRE), sobre o Instituto Rio Branco (IRBr), sobre a vida de diplomata etc., você pode acessar os endereços:
- Página do MRE: http://www.itamaraty.gov.b
- Página do IRBr: http://www.institutoriobranco.mre.gov.bpt-b
- Canal do MRE no YouTube: http://www.youtube.com/mrebrasil/
- Blog “Jovens Diplomatas”: http://jovensdiplomatas.wordpress.com/
- Comunidade “Coisas da Diplomacia” no Orkut (como o Orkut está ultrapassado, procurei reunir todas as informações úteis sobre o concurso que encontrei por lá neste documento, para que vocês não tenham de entrar lá, para procurar essas informações):
http://www.orkut.com.bMain#Community?cmm=40073
- Comunidade “Instituto Rio Branco” no Facebook: http://www.facebook.com/groups/institutoriobranco/
Com certeza, há vários outros blogs (tanto sobre a carreira quanto sobre a vida de diplomata), mas não conheço muitos. Se tiver sugestões, favor enviá-las para [[email protected].](mailto:[email protected])
Além disso, na obra O Instituto Rio Branco e a Diplomacia Brasileira: um estudo de carreira e socialização (Ed. FGV, 2007), a autora Cristina Patriota de Moura relata aspectos importantes da vida diplomática daqueles que ingressam na carreira. Há muitas informações desatualizadas (principalmente com relação ao concurso), mas há algumas coisas interessantes sobre a carreira, e o livro é bem curto.
A DIPLOMACIA E O TRABALHO DO DIPLOMATA
Com a intensificação das relações internacionais contemporâneas e com as mudanças em curso no contexto internacional, a demanda de aprimoramento da cooperação entre povos e países tem conferido destaque à atuação da diplomacia. Como o senso comum pode indicar corretamente, o
diplomata é o funcionário público que lida com o auxílio à Presidência da República na formulação da política externa brasileira, com a condução das relações da República Federativa do Brasil com os demais países, com a representação brasileira nos fóruns e nas organizações internacionais de que o país faz parte e com o apoio aos cidadãos brasileiros residentes ou em trânsito no exterior. Isso todo mundo que quer fazer o concurso já sabe (assim espero).
Acho que existem certos mitos acerca da profissão de diplomata. Muitos acham que não irão mais pagar multa de trânsito, que não poderão ser presos, que nunca mais pegarão fila em aeroporto etc. Em primeiro lugar, não custa lembrar que as imunidades a que se referem as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares só se aplicam aos diplomatas no exterior (e nos países em que estão acreditados). No Brasil, os diplomatas são cidadãos como quaisquer outros. Além disso, imunidade não é sinônimo de impunidade, então não ache que as imunidades são as maiores vantagens da vida de um diplomata. O propósito das imunidades é apenas o de tornar possível o trabalho do diplomata no exterior, sem empecilhos mínimos que poderiam obstar o bom exercício da profissão. Isso não impede que diplomatas sejam revistados em aeroportos, precisem de vistos, possam ser julgados, no Brasil, por crimes cometidos no exterior etc.
Muitos também pensam que irão rodar o mundo em primeira classe, hospedar-se em palácios suntuosos, passear de iate de luxo no Mediterrâneo e comer caviar na cerimônia de casamento do príncipe do Reino Unido. Outros ainda acham que ficarão ricos, investirão todo o dinheiro que ganharem na Bovespa e, com três anos de carreira, já estarão próximos do segundo milhão. Se você quer ter tudo isso, você está no concurso errado, você precisa de um concurso não para diplomata, mas para marajá. Obviamente, não tenho experiência suficiente na carreira para dizer qualquer coisa, digo apenas o que já li e ouvi de diversos comentários por aí. É fato que há carreiras públicas com salários mais altos. Logo, se você tiver o sonho de ficar rico com o salário de servidor público, elas podem vir a ser mais úteis nesse sentido. Há não muito tempo, em 2006, a remuneração inicial do Terceiro-Secretário (cargo inicial da carreira de diplomata), no Brasil, era de R$ 4.615,53. Considerando que o custo de vida em Brasília é bastante alto, não dava para viver de maneira tão abastada, como alguns parecem pretender. É necessário, entretanto, notar que houve uma evolução significativa no aspecto salarial, nos últimos cinco anos (veja a seç~o seguinte, “Carreira e Salrios). De todo modo, já vi vários diplomatas com muitos anos de carreira dizerem: “se quiser ficar rico, procure outra profissão”. O salário atual ajuda, mas não deve ser sua única motivação.
H um texto ótimo disponível na internet: “O que é ser diplomata”, de César Bonamigo, que reproduzo a seguir.
O Curso Rio Branco, que frequentei em sua primeira edição, em 1998, pediu-me para escrever sobre o que é ser diplomata. Tarefa difícil, pois a mesma pergunta feita a diferentes diplomatas resultaria, seguramente, em respostas diferentes, umas mais glamourosas, outras menos, umas ressaltando as vantagens, outras as desvantagens, e não seria diferente se a pergunta tratasse de outra carreira qualquer. Em vez de falar de minhas impressões pessoais, portanto, tentarei, na medida do possível, reunir observações tidas como “senso comum” entre diplomatas da minha geraç~o.
Considero muito importante que o candidato ao Instituto Rio Branco se informe sobre a realidade da carreira diplomática, suas vantagens e desvantagens, e que dose suas expectativas de acordo. Uma expectativa bem dosada não gera desencanto nem frustração. A carreira oferece um pacote de coisas boas (como a oportunidade de conhecer o mundo, de atuar na área política e econômica, de conhecer gente interessante etc.) e outras não tão boas (uma certa dose de burocracia, de hierarquia e dificuldades no equacionamento da vida familiar). Cabe ao candidato inferir se esse pacote poderá ou não fazê-lo feliz.
O PAPEL DO DIPLOMATA
Para se compreender o papel do diplomata, vale recordar, inicialmente, que as grandes diretrizes da política externa são dadas pelo Presidente da República, eleito diretamente pelo voto popular, e pelo Ministro das Relações Exteriores, por ele designado. Os diplomatas são agentes políticos do Governo, encarregados da implementação dessa política externa. São também servidores públicos, cuja função, como diz o nome, é servir, tendo em conta sua especialização nos temas e funções diplomáticos.
Como se sabe, é função da diplomacia representar o Brasil perante a comunidade internacional. Por um lado, nenhum diplomata foi eleito pelo povo para falar em nome do Brasil. É importante ter em mente, portanto, que a legitimidade de sua ação deriva da legitimidade do Presidente da República, cujas orientações ele deve seguir. Por outro lado, os governos se passam e o corpo diplomático permanece, constituindo elemento importante de continuidade da política externa brasileira. É tarefa essencial do diplomata buscar identificar o “interesse nacional”. Em negociações internacionais, a diplomacia frequentemente precisa arbitrar entre interesses de diferentes setores da sociedade, não raro divergentes, e ponderar entre objetivos econômicos, políticos e estratégicos, com vistas a identificar os interesses maiores do Estado brasileiro.
Se, no plano externo, o Ministério das Relações Exteriores é a face do Brasil perante a comunidade de Estados e Organizações Internacionais, no plano interno, ele se relaciona com a Presidência da República, os demais Ministérios e órgãos da administração federal, o Congresso, o Poder Judiciário, os Estados e Municípios da Federação e, naturalmente, com a sociedade civil, por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs), da Academia e de associações patronais e trabalhistas, sempre tendo em vista a identificação do interesse nacional.
O TRABALHO DO DIPLOMATA
Tradicionalmente, as funções da diplomacia são representar (o Estado brasileiro perante a comunidade internacional), negociar (defender os interesses brasileiros junto a essa comunidade) e informar (a Secretaria de Estado, em Brasília, sobre os temas de interesse brasileiro no mundo). São também funções da diplomacia brasileira a defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior, o que é feito por meio da rede consular, e a promoção de interesses do País no exterior, tais como interesses econômico-comerciais, culturais, científicos e tecnológicos, entre outros.
No exercício dessas diferentes funções, o trabalho do diplomata poderá ser, igualmente, muito variado. Para começar, cerca de metade dos mil1 diplomatas que integram o Serviço Exterior atua no Brasil, e a outra metade nos Postos no exterior (Embaixadas, Missões, Consulados e Vice-Consulados). Em Brasília, o diplomata desempenha funções nas áreas política, econômica e administrativa, podendo cuidar de temas tão diversos quanto comércio internacional, integração regional (Mercosul), política bilateral (relacionamento do Brasil com outros países e blocos), direitos humanos, meio ambiente ou administração física e financeira do Ministério. Poderá atuar, ainda, no Cerimonial (organização dos encontros entre autoridades brasileiras e estrangeiras, no Brasil e no exterior) ou no relacionamento do Ministério com a sociedade (imprensa, Congresso, Estados e municípios, Academia, etc.).
No exterior, também, o trabalho dependerá do Posto em questão. As Embaixadas são representações do Estado brasileiro junto aos outros Estados, situadas sempre nas capitais, e desempenham as funções tradicionais da diplomacia (representar, negociar, informar), além de promoverem o Brasil junto a esses Estados. Os Consulados, Vice-Consulados e setores consulares de Embaixadas podem situar-se na capital do país ou em outra cidade onde haja uma comunidade brasileira expressiva. O trabalho nesses Postos é orientado à defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior. Nos Postos multilaterais (ONU, OMC, FAO, UNESCO, UNICEF, OEA etc.), que podem ter natureza política, econômica ou estratégica, o trabalho envolve, normalmente, a representação e a negociação dos interesses nacionais.
O INGRESSO NA CARREIRA
A carreira diplomática se inicia, necessariamente, com a aprovação no concurso do Instituto Rio Branco (Informações sobre o concurso podem ser obtidas no site http://www2.mre.gov.birbindex.htm). Para isso, só conta a competência – e, talvez, a sorte – do candidato. Indicações políticas não ajudam.
AS REMOÇÕES
Após os dois anos de formação no IRBr , o diplomata trabalhará em Brasília por pelo menos um ano. Depois, iniciam-se ciclos de mudança para o exterior e retornos a Brasília. Normalmente, o diplomata vai para o exterior, onde fica três anos em um Posto, mais três anos em outro Posto, e retorna a Brasília, onde fica alguns anos, até o início de novo ciclo. Mas há espaço para flexibilidades. O diplomata poderá sair para fazer um Posto apenas, ou fazer três Postos seguidos antes de retornar a Brasília. Isso dependerá da conveniência pessoal de cada um. Ao final da carreira, o diplomata terá passado vários anos no exterior e vários no Brasil, e essa proporção dependerá essencialmente das escolhas feitas pelo próprio diplomata. Para evitar que alguns diplomatas fiquem sempre nos “melhores Postos” – um critério, aliás, muito relativo – e outros em Postos menos privilegiados, os Postos no exterior estão divididos em [quatro] categorias, [A, B, C e D], obedecendo a critérios não apenas de qualidade de vida, mas também geográficos, e é seguido um sistema de rodízio: após fazer um Posto C, por exemplo, o diplomata terá direito a fazer um Posto A [ou B], e após fazer um Posto A, terá que fazer um Posto [B, C ou D].
AS PROMOÇÕES
Ao tomar posse no Serviço Exterior, o candidato aprovado no concurso torna-se Terceiro-Secretário. É o primeiro degrau de uma escalada de promoções que inclui, ainda, Segundo-Secretário, Primeiro-
-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe (costuma-se dizer apenas “Ministro”) e Ministro de Primeira Classe (costuma-se dizer apenas “Embaixador”), nessa ordem. Exceto pela primeira promoção, de Terceiro para Segundo-Secretário, que se dá por tempo (quinze Terceiros Secretários são promovidos a cada semestre), todas as demais dependem do mérito, bem como da articulação política do diplomata. Nem todo diplomata chega a Embaixador. Cada vez mais, a competição na carreira é intensa e muitos ficam no meio do caminho. Mas, não se preocupem e também não se iludam: a felicidade não está no fim, mas ao longo do caminho!
DIRECIONAMENTO DA CARREIRA
Um questionamento frequente diz respeito à possibilidade de direcionamento da carreira para áreas específicas. É possível, sim, direcionar uma carreira para um tema (digamos, comércio internacional, direitos humanos, meio ambiente etc.) ou mesmo para uma região do mundo (como a Ásia, as Américas ou a África, por exemplo), mas isso não é um direito garantido e poderá não ser sempre possível. É preciso ter em mente que a carreira diplomática envolve aspectos políticos, econômicos e administrativos, e que existem funções a serem desempenhadas em postos multilaterais e bilaterais em todo o mundo, e n~o só nos países mais “interessantes”. Diplomatas est~o envolvidos em todas essas variantes e, ao longo de uma carreira, ainda que seja possível uma certa especialização, é provável que o diplomata, em algum momento, atue em áreas distintas daquela em que gostaria de se concentrar.
ASPECTOS PRÁTICOS E PESSOAIS
É claro que a vida é muito mais que promoções e remoções, e é inevitável que o candidato queira saber mais sobre a carreira que o papel do diplomata. Todos precisamos cuidar do nosso dinheiro, da saúde, da família, dos nossos interesses pessoais. Eu tentarei trazem um pouco de luz sobre esses aspectos.
DINHEIRO
Comecemos pelo dinheiro, que é assunto que interessa a todos. Em termos absolutos, os diplomatas ganham mais quando estão no exterior do que quando estão em Brasília. O salário no exterior, no entanto, é ajustado em função do custo de vida local, que é frequentemente maior que no Brasil. Ou seja, ganha-se mais, mas gasta-se mais. Se o diplomata conseguirá ou não economizar dependerá i) do salário específico do Posto , ii) do custo de vida local, iii) do câmbio entre a moeda local e o dólar, iv) do fato de ele ter ou não um ou mais filhos na escola e, principalmente, v) de sua propensão ao consumo. Aqui, não há regra geral. No Brasil, os salários têm sofrido um constante desgaste, especialmente em comparação com outras carreiras do Governo Federal, frequentemente obrigando o diplomata a economizar no exterior para gastar em Brasília, se quiser manter seu padrão de vida. Os diplomatas, enfim, levam uma vida de classe média alta, e a certeza de que não se ficará rico de verdade é compensada pela estabilidade do emprego (que não é de se desprezar, nos dias de hoje) e pela expectativa de que seus filhos (quando for o caso) terão uma boa educação, mesmo para padrões internacionais.
SAÚDE
Os diplomatas têm um seguro de saúde internacional que, como não poderia deixar de ser, tem vantagens e desvantagens. O lado bom é que ele cobre consultas com o médico de sua escolha, mesmo que seja um centro de excelência internacional. O lado ruim é que, na maioria das vezes, é preciso fazer o desembolso (até um teto determinado) para depois ser reembolsado, geralmente em 80% do valor, o que obriga o diplomata a manter uma reserva financeira de segurança.
FAMÍLIA : O CÔNJUGE
Eu mencionei, entre as coisas n~o t~o boas da carreira, “dificuldades no equacionamento da vida familiar”. A primeira dificuldade é o que fará o seu cônjuge (quando for o caso) quando vocês se mudarem para Brasília e, principalmente, quando forem para o exterior. Num mundo em que as famílias dependem, cada vez mais, de dois salários, equacionar a carreira do cônjuge é um problema recorrente. Ao contrário de certos países desenvolvidos, o Itamaraty não adota a política de empregar ou pagar salários a cônjuges de diplomatas. Na prática, cada um se vira como pode. Em alguns países é possível trabalhar. Fazer um mestrado ou doutorado é uma opção. Ter filhos é outra...
Mais uma vez, não há regra geral, e cada caso é um caso. O equacionamento da carreira do cônjuge costuma afetar principalmente – mas não apenas – as mulheres, já que, por motivos culturais, é mais comum o a mulher desistir de sua carreira para seguir o marido que o contrário2.
CASAMENTO ENTRE DIPLOMATAS
Os casamentos entre diplomatas não são raros. É uma situação que tem a vantagem de que ambos têm uma carreira e o casal tem dois salários. A desvantagem é a dificuldade adicional em conseguir que ambos sejam removidos para o mesmo Posto no exterior. A questão não é que o Ministério vá separar esses casais, mas que se pode levar mais tempo para conseguir duas vagas num mesmo Posto. Antigamente, eram frequentes os casos em que as mulheres interrompiam temporariamente suas carreiras para acompanhar os maridos. Hoje em dia, essa situação é exceção, não a regra.
FILHOS
Não posso falar com conhecimento de causa sobre filhos, mas vejo o quanto meus colegas se desdobram para dar-lhes uma boa educação. Uma questão central é a escolha da escola dos filhos, no Brasil e no exterior. No Brasil, a escola será normalmente brasileira, com ensino de idiomas, mas poderá ser a americana ou a francesa, que mantém o mesmo currículo e os mesmos períodos escolares em quase todo o mundo. No exterior, as escolas americana e francesa são as opções mais frequentes,
podendo-se optar por outras escolas locais, dependendo do idioma. Outra questão, já mencionada, é o custo da escola. Atualmente, não existe auxílio-educação para filhos de diplomatas ou de outros Servidores do Serviço Exterior brasileiro, e o dinheiro da escola deve sair do próprio bolso do servidor.
CÉSAR AUGUSTO VERMIGLIO BONAMIGO - Diplomata. Engenheiro Eletrônico formado pela UNICAMP. Pós- graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP. Programa de Formação e Aperfeiçoamento - I (PROFA -
I) do Instituto Rio Branco, 2000/2002. No Ministério das Relações Exteriores, atuou no DIC - Divisão de Informação Comercial (DIC), 2002; no DNI - Departamento de Negociações Internacionais, 2003, e na DUEX - Divisão de União Europeia e Negociações Extrarregionais. Atualmente, serve na Missão junto à ONU (DELBRASONU), em NYC.
2 Conforme comunicado do MRE de 2010, é permitida a autorização para que diplomatas brasileiros solicitem passaporte diplomático ou de serviço e visto de permanência a companheiros do mesmo sexo. Outra resolução, de 2006, já permitia a inclusão de companheiros do mesmo sexo em planos de assistência médica.
Para tornar-se diplomata, é necessário ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), que ocorre todos os anos, no primeiro semestre (normalmente). O número de vagas do CACD, em condições normais, depende da vacância de cargos. Acho que a quantidade normal deve girar entre 25 e 35, mais ou menos. Desde meados dos anos 2000, como consequência da aprovação de uma lei federal, o Ministério das Relações Exteriores (MRE/Itamaraty3) ampliou seus quadros da carreira de diplomata, e, de 2006 a 2010, foram oferecidas mais de cem vagas anuais. Com o fim dessa provisão de cargos, o número de vagas voltou ao normal em 2011, ano em que foram oferecidas apenas 26 vagas (duas delas reservadas a portadores de deficiência física4). Para os próximos concursos, há perspectivas de aprovação de um projeto de lei que possibilitará uma oferta anual prevista de 60 vagas para o CACD, além de ampliar, também, as vagas para Oficial de Chancelaria (PL 7579/2010). Oficial de Chancelaria, aproveitando que citei, é outro cargo (também de nível superior) do MRE, mas não integra o quadro diplomático. A remuneração do Oficial de Chancelaria, no Brasil, é inferior à de Terceiro-Secretário, mas os salários podem ser razoáveis quando no exterior. Já vi muitos casos de pessoas que passam no concurso de Oficial de Chancelaria e ficam trabalhando no MRE, até que consigam passar no CACD, quando (aí sim) tornam-se diplomatas.
Para fazer parte do corpo diplomático brasileiro, é necessário ser brasileiro nato, ter diploma válido de curso superior (caso a graduação tenha sido realizada em instituição estrangeira, cabe ao candidato providenciar a devida revalidação do diploma junto ao MEC) e ser aprovado no CACD (há, também, outros requisitos previstos no edital do concurso, como estar no gozo dos direitos políticos, estar em dia com as obrigações eleitorais, ter idade mínima de dezoito anos, apresentar aptidão física e mental para o exercício do cargo e, para os homens, estar em dia com as obrigações do Serviço Militar). Os aprovados entram para a carreira no cargo de Terceiro-Secretário (vide hierarquia na próxima seç~o, “Carreira e Salrios”). Os aprovados no CACD, entretanto, não iniciam a carreira trabalhando: há, inicialmente, o chamado Curso de Formação, que se passa no Instituto Rio Branco (IRBr). Por três semestres, os aprovados no CACD estudarão no IRBr, já recebendo o salário de Terceiro-Secretário (para remunerações, ver a próxima seç~o, “Hierarquia e Salrios).
O trabalho no Ministério começa apenas após um ou dois semestres do Curso de Formação no IRBr (isso pode variar de uma turma para outra), e a designação dos locais de trabalho (veja as subdivisões do MRE na página seguinte) é feita, via de regra, com base nas preferências individuais e na ordem de classificação dos alunos no Curso de Formação.
3 O nome “Itamaraty” vem do nome do antigo proprietrio da sede do Ministério no Rio de Janeiro, o Bar~o Itamaraty. Por metonímia, o nome pegou, e o Palácio do Itamaraty constitui, atualmente, uma dependência do MRE naquela cidade, abrigando um arquivo, uma mapoteca e a sede do Museu Histórico e Diplomático. Em Brasília, o Palácio Itamaraty, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1970, é a atual sede do MRE. Frequentemente, “Itamaraty” é usado como sinônimo de Ministério das Relações Exteriores.
4 Todos os anos, há reserva de vagas para deficientes físicos. Se não houver número suficiente de portadores de deficiência que atendam às notas mínimas para aprovação na segunda e na terceira fases do concurso, que têm caráter eliminatório, a(s) vaga(s) restante(s) é(são) destinada(s) aos candidatos da concorrência geral.
O IRBr foi criado em 1945, em comemoração ao centenário de nascimento do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira. Como descrito na página do Instituto na internet, seus principais objetivos são:
harmonizar os conhecimentos adquiridos nos cursos universitários com a formação para a carreira diplomática (já que qualquer curso superior é válido para prestar o CACD);
desenvolver a compreensão dos elementos básicos da formulação e execução da política externa brasileira;
iniciar os alunos nas práticas e técnicas da carreira.
No Curso de Formação (cujo nome oficial é PROFA-I, Programa de Formação e Aperfeiçoamento - obs.: n~o sei o motivo do “I”, n~o existe “PROFA-II”), os diplomatas têm aulas obrigatórias de: Direito Internacional Público, Linguagem Diplomática, Teoria das Relações Internacionais, Economia, Política Externa Brasileira, História das Relações Internacionais, Leituras Brasileiras, Inglês, Francês e Espanhol. Há, ainda, diversas disciplinas optativas à escolha de cada um (como Chinês, Russo, Árabe, Tradução, Organizações Internacionais, OMC e Contenciosos, Políticas Públicas, Direito da Integração, Negociações Comerciais etc.). As aulas de disciplinas conceituais duram dois semestres. No terceiro semestre de Curso de Formação, só há aulas de disciplinas profissionalizantes. O trabalho no MRE começa, normalmente, no segundo ou no terceiro semestre do Curso de Formação (isso pode variar de uma turma para outra). É necessário rendimento mínimo de 60% no PROFA-I para aprovação (mas é praticamente impossível alguém conseguir tirar menos que isso). Após o término do PROFA-I, começa a vida de trabalho propriamente dito no MRE. Já ouvi um mito de pedida de dispensa do PROFA I para quem já é portador de título de mestre ou de doutor, mas, na prática, acho que isso não acontece mais.
Entre 2002 e 2010, foi possível fazer, paralelamente ao Curso de Formação, o mestrado em diplomacia (na prática, significava apenas uma matéria a mais). Em 2011, o mestrado em diplomacia no IRBr acabou.
Uma das atividades comuns dos estudantes do IRBr é a publicação da Juca, a revista anual dos alunos do Curso de Formação do Instituto. Segundo informações do site do IRBr, “[o] termo ‘Diplomacia e Humanidades’ define os temas de que trata a revista: diplomacia, ciências humanas, artes e cultura. A JUCA visa a mostrar a produção acadêmica, artística e intelectual dos alunos da academia diplomática brasileira, bem como a recuperar a memória da política externa e difundi-la nos meios diplomático e acadêmico”. Confira a página da Juca na internet, no endereço: http://juca.irbr.itamaraty.gov.bpt-bMain.xml.
Para saber mais sobre a vida de diplomata no Brasil e no exterior, sugiro a conhecida “FAQ do Godinho” (“FAQ do Candidato a Diplomata”, de Renato Domith Godinho), disponível para download no link: http://relunb.files.wordpress.com/2011/08/faq-do-godinho.docx. Esse arquivo foi escrito há alguns anos, então algumas coisas estão desatualizadas (com relação às modificações do concurso, especialmente). De todo modo, a parte sobre o trabalho do diplomata continua bem informativa e atual.
MEUS ESTUDOS PARA O CACD – http://relunb.wordpress.com
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2020.07.23 07:57 SopaDeMolhoShoyu Você já deixou de admirar uma pessoa famosa?

Primeiramente, quero informar que eu sou contra a cultura do cancelamento, acho péssimo essa história de pegar algo que foi dito por alguma celebridade há alguns anos e usar isso para destruir a carreira da pessoa. Todos erram e deveriam ter a chance de dizer "errei no passado, porém mudei, e o que eu fiz na época não representa quem eu sou hoje em dia". Além disso, discutir um tópico dá margem a diversos pontos de vista, que não necessariamente são errados. Por isso, é algo horrível fazer uma devassa na vida de pessoas públicas, buscando material com o único intuito de causar destruição. Dito isso, existem coisas condenáveis o suficiente para deixar de admirar uma celebridade.
No meu caso, essa pessoa pela qual eu perdi a admiração foi o Steve Jobs. Na minha adolescência, eu o via como um cara que criava coisas incríveis, um gênio, uma pessoa com um dom de ver além do que as outras pessoas viam, mesmo que eu só tenha possuído um produto da Apple na minha vida (no caso, um iPod que minha tia me trouxe dos Estados Unidos). Além disso, eu o via como uma pessoa legal, muito por conta dos discursos inspiradores que ele fazia nos lançamentos de cada inovação que a Apple mostrava para o mundo. Aí, no primeiro ano de faculdade, um professor colocou "Pirates Of The Silicon Valley" em uma aula, para que a turma assistisse. Confesso que fiquei chocado ao ver o Steve Jobs sendo retratado daquela forma tão cruel. Depois, fui pesquisar, e vi que tudo era verdade. Ele abandonou a namorada grávida com a filha dele (e demorou anos para assumir a paternidade), gerou um racha entre equipes na Apple (não me lembro agora se foi a equipe do Lisa ou do Apple II, mas foi uma dessas contra a do Macintosh), roubou a idéia de interface gráfica da Xerox e era um sujeito tão selvagem quanto o Bill Gates. Depois, descobri a forma como ele tratava os seus funcionários, os seus parceiros de negócios e os candidatos a vagas na Apple, o que me fez perder totalmente a admiração pelo sujeito. Eventualmente, mais podres surgiram sobre o Steve Jobs (tanto antes quanto depois da morte dele), mas eu já não o admirava mais, então não me chocou como ocorreu anteriormente. Hoje, eu o vejo como alguém que fez sim coisas legais para o mundo no qual vivemos, mas que não foi uma boa pessoa. Pelo contrário, era alguém extremamente egoísta, selvagem e instável emocionalmente.
E vocês? Também passaram pelo processo de deixar de admirar uma pessoa pública?
submitted by SopaDeMolhoShoyu to PergunteReddit [link] [comments]


2020.07.20 15:59 ougaikkk Coreano Criminoso

Bom dia Luba, editores, falecidos papelões, gatas e turma que está a ver.
Eu sou não binário, mas faz um voz masculina, ajudando ai na hora do pronome :D
Minha história não é emocionante do tipo explosão UAU mais efeito de explosão ENT ELE TRAIU A NAMORADA COM A PRIMA DELE, MAS NA VERDADE ERA A MÃE BOOM. Não, não é esse tipo de história, mas uma pessoa foi presa :D. De toda forma vou tentar ser rápido e deixar a leitura agradável, espero que gostem.
Tudo começa no começo do ano passado, eu estava namorando com um carinha (vamos chama-lo de Alex), a nossa relação não estava tão boa nas últimas semanas, mas tínhamos acabado de completar 1 ano de namoro, 4 de fevereiro, então eu quis segurar mais um pouco, o ano letivo ja tinha começado e eu decidi finalmente falar com um garoto que ficava me observando na hora do recreio (chamemos ele de Junguicuki do bts, kkk, ta chama de Lee), eu era kpopper doente nessa época e não conhecia ninguém coreano e queria muito como qualquer kpopper doente mental, então eu comecei a reparar mais nesse Lee e decidi finalmente conversar com ele.
Contextualizando, ele me observava no recreio fazia DOIS FODENDO ANOS, nos conhecemos no banheiro da escola, eu estava chorando e perdi o 4° horário (aula depois do recreio), então quando sai da cabine no início do 5° horário ele estava sentado na pia de frente para a minha cabine, ELE TINHA OUVIDO EU CHORAR, eu sem saber o que fazer travado na frente da porta só respondi um "eu to legal" depois dele perguntar se eu estava bem, e só sai dali, depois desse dia estranho e desconfortável para um senhor cARALHO, ele tornou mais desconfortável e começou a me seguir no pátio, e eu via aquilo, dava pra perceber.
Voltando para fevereiro de 2019, começamos a conversar e viramos amigos, grandes amigos, mas eu queria que aquilo se é que me entende, 16 anos é foda, eu estava cogitando terminar o namoro porque eu não queria chegar ao ponto de trair, ja tava uma merda aquilo e eu ainda encontrei uma pessoa legal, mas não tinha "coragem", então aconteceu que nos beijamos uma vez e ai eu terminei com o Alex. Minha relação com o Lee estava melhorando a cada dia, nos pegamos todo dia no banheiro na 4° aula, descobrimos um jeito de fugir da escola pela quadra, nos voluntariamos para representante de classe, eu como Líder e ele Vice, chegamos a fazer uma guerra de giz com a sala toda na aula vaga uma vez, estava tudo dando certo na minha vida pela primeira vez em 2 anos.
E então começou a desandar. Eu descobri de uns casos de assédio do Lee por ai, umas amigas minhas disseram que amigas delas ja tinham sofrido nas mãos dele. Naquele dia Lee não tinha ido para a escola então depois da aula fui direto pra casa dele, chegando la ele estava sendo preso, Thiago (um dos policial que obviamente não se chama Thiago, que é meu amigo) me disse que ele estava sendo preso por envolvimento com tráfico de drogas e assédio, e não era só as mina da minha escola, era uma puta lista, Thiago por ser meu amigo jogou na mesa que quem denunciou foi o Alex (que é envolvido com tráfico também, mas o Thiago encobre ele).
No fim de tudo o coreano sonho de consumo de qualquer kpopper continua sendo o sonho de consumo de qualquer kpopper fujoshi, acabei com boas fodas, terminei um namoro de 1 ano pra ficar com o coreaninho gostoso, ele foi preso 2 meses depois e o Alex 3 dias dps do nosso termino em fevereiro começou a namorar meu ex.
Foi essa a história espero que gostem bjs <3
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